Desembargador Doorgal Borges de Andrada foi o mais votado entre aqueles que são candidatos à presidência do Tribunal de Justiça na consulta prévia realizada quinta-feira (24) pela Amis
Ex-diretor do fórum uberabense, o desembargador Doorgal Borges de Andrada foi o mais votado entre aqueles que são candidatos à presidência do Tribunal de Justiça na consulta prévia realizada quinta-feira (24) pela Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis). A eleição oficial acontece nesta segunda-feira (28). Quatro desembargadores estão na disputa pelo cargo. São eles: o ex-presidente do TRE, Antônio Carlos Cruvinel; Doorgal Andrada que hoje é ouvidor do TJ; José Tarcízio de Almeida Melo e Pedro Marcondes. A eleição paralela da Amagis foi realizada através do voto secreto e tem como função mostrar aos desembargadores o real anseio e rumo almejado pela classe, em face da futura gestão do Judiciário. Votaram 872 magistrados. Doorgal obteve 550 votos - o equivalente a 64% dos votos válidos. Pedro Marcondes recebeu 17,5%; Almeida Melo, 10% e Antônio Carlos Cruvinel, 8,5%. Para ele, que é o candidato mais jovem entre os postulantes, o resultado é gratificante, pois demonstra a confiança da magistratura pelo trabalho que vem realizando no TJ. “Eu fico muito lisonjeado, mas estamos diante de uma pesquisa. Fiquei muito orgulhoso, pois a magistratura acredita em nosso nome, mas a eleição acontece na segunda-feira”, coloca. Enquanto candidato, ele defende a valorização dos magistrados e dos servidores e uma gestão mais moderna. Também pretende, se eleito, promover melhorias na informatização do Tribunal, além da realização de concursos públicos. “Precisamos de uma informatização moderna, humana e racional”, coloca. Doorgal ainda quer propor o aumento do orçamento destacando que existem diversas pendências financeiras que precisam ser resolvidas. Uberaba. Ele também diz ter um carinho enorme pela comarca uberabense, da qual já foi diretor, e revela que tem consciência da necessidade da conclusão do novo fórum para Uberaba. O desembargador reconhece que o atual prédio – no qual já trabalhou por seis anos -, não oferece nenhuma condição de trabalho. “Faltam de 15% a 20% para concluir a obra do novo fórum. A boa vontade do Tribunal existe e há recursos para isso. O problema é mais burocrático. Precisamos conseguir uma empreiteira que se disponha a assumir a construção, no pé que está. E óbvio, que se for presidente, o sonho é concluí-lo o quanto antes. É uma necessidade porque não é justo trabalhar no atual prédio. É uma tortura para servidores e juízes”, diz.