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Economia com horário de verão ilumina Belo Horizonte por 10 dias

Na área de concessão da Cemig, verificou-se, segundo balanço preliminar, uma redução de 4% na demanda...

Publicado em 17/02/2013 às 16:20Atualizado em 19/12/2022 às 14:39
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Termina hoje o horário brasileiro de verão, exigindo que os relógios de quem vive nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste sejam atrasados em uma hora. Na área de concessão da Cemig, verificou-se, segundo balanço preliminar, uma redução de 4% na demanda máxima, ou seja, no pico diário da carga que ocorre no período das 18h às 22h, o que corresponde a cerca de 320 MW, semelhante à redução verificada no ano passado. Essa redução de potência é equivalente a 30% da carga de pico de todo o Triângulo Mineiro com seus 66 municípios. Em vigor desde 21 de outubro do ano passado, essa edição do horário de verão teve 119 dias de duração.

No consumo, estima-se que a economia de energia registrada no horário de verão dos últimos dois anos tenha se mantido no período atual, chegando a 0,5%, o que representa 31 MWmed (megawatts médios). “Essa economia de energia é suficiente para abastecer a cidade de Belo Horizonte durante dez dias”, afirma o gerente de Operação de Geração e Transmissão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Henrique Siqueira de Castro.

Para os consumidores residenciais e comerciais, a economia é percebida na menor utilização da iluminação artificial. Eles poderiam ter um consumo de até 5% a mais na fatura mensal de energia, caso não houvesse o horário de verão. A economia no sistema elétrico interligado brasileiro, de acordo com avaliações do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, deve ser de 4,6% de redução na demanda máxima, superando o valor de 2.555 MW, o que equivale à soma do dobro da carga de Brasília, 75% da carga de Curitiba e 75% da carga de Feira de Santana.

Já a redução do consumo de energia deverá atingir 254 MWmed, correspondentes à soma de 25% do consumo de Brasília, 10% do consumo de Curitiba e 10% do consumo de Feira de Santana. Os números oficiais serão divulgados duas semanas após o término do horário de verão, pelo ONS.

O horário de verão é aplicado no Brasil desde o início da década de 1930, mas somente em 1985 passou a ser adotado sem interrupções. Em 2008, foi definido que a mudança de horário passaria a começar no terceiro domingo de outubro e acabar no terceiro domingo de fevereiro, conforme ocorre atualmente. Portanto, em 2013, o horário de verão terá início em 20 de outubro, estendendo-se até 16 de fevereiro de 2014. Esta foi a 39ª edição do horário de verão e a economia gerada durante os 119 dias significa o mesmo que abastecer a capital mineira durante dez dias.

A potência reduzida com o horário de verão equivale a

•    geração a plena carga de 2,4 usinas do porte da Usina Térmica de Igarapé (131MW);

•    geração de 4,8 geradores da usina de Três Marias, também a plena carga (66 MW cada);

•    30% da carga de pico de todo o Triângulo Mineiro com seus 66 municípios;

•    15% da carga de pico da Região Metropolitana de Belo Horizonte (34 municípios e 5,4 milhões de habitantes);

•    demanda de pico de uma cidade de 750 mil habitantes, população equivalente à soma das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas.

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