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Em Recife: funcionário morre dentro de hipermercado e tem corpo coberto com guarda-sóis

Publicado em 19/08/2020 às 10:10Atualizado em 18/12/2022 às 08:53
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Usuários do Twitter denunciaram o cas funcionário morreu dentro de uma loja do Carrefour em Recife e as atividades no hipermercado seguiram normalmente para as compras dos consumidores (Foto/Twitter)

Caso ocorrido na sexta-feira (14) em Recife, capital de Pernambuco, dentro de um hipermercado causou revolta nas redes sociais.

Um colaborador terceiro que estava a trabalho na loja da rede Carrefour morreu e teve seu corpo coberto por guarda-sóis, a fim de evitar o fechamento do estabelecimento.

No Twitter, muitos usuários se revoltaram com a conduta do hipermercado em não retirar o corpo do colaborador do local.

Uma delas denunciou que seguranças do estabelecimento ficaram ao redor do corpo enquanto as pessoas compravam.

Houve também lembranças a outro caso que repercutiu negativamente para o Carrefour, quando um cachorro foi espancado até a morte por um segurança.

“É simples, vamos cancelar o Carrefour, já não bastava o episódio com o cachorro, agora isso?! Não compro mais lá...”, tuitou uma manifestante.

E ainda teve quem defendesse o hipermercado, dizendo que a culpa não foi do Carrefour.

Em algum momento vocẽ cogitou a possibilidade da loja fechar as suas portas até o IML chegar? Ou está repetindo o mantra "Quatro horas fechado é prejuízo! Pena por ele, mas é melhor esconder o corpo e continuar funcionando!"? — Marcus Lima (@mpaulo_mp) August 19, 2020

Na mesma rede social, a rede Carrefour respondeu que lamenta "profundamente o que aconteceu". Ainda de acordo com o hipermercado, a “equipe de Prevenção e Riscos acionou o Samu assim que o prestador de serviços começou a passar mal e seguiu todos os protocolos durante o socorro e após o falecimento”.

Em contato com a reportagem, a assessoria do Carrefour lamentou o ocorrido e ponderou que está prestando toda assistência aos familiares do colaborador. Confira a nota na íntegra:

O Carrefour pede desculpas em relação à forma inadequada que tratou o triste e inesperado falecimento do Sr. Moisés, vítima de um ataque cardíaco, na loja de Recife (PE). A empresa errou ao não fechar a loja imediatamente após o ocorrido à espera do serviço funerário, bem como não encontrou a forma correta de proteger o corpo do Sr. Moisés.

Reforçamos que, assim que o promotor de vendas começou a passar mal, fizemos os primeiros socorros e acionamos o SAMU, seguindo todos os protocolos para realizar o socorro rapidamente. Após o falecimento, seguimos a orientação de não retirar o corpo do local.

O Carrefour também reitera que mudou as orientações aos colaboradores para situações raras como essa – incluindo a obrigatoriedade do fechamento da loja -, com objetivo de trazer mais sensibilidade e respeito ao conduzir fatalidades. Continuaremos em contato com a família do Sr. Moisés para apoiá-los no que for necessário e nos solidarizamos com o momento tão difícil.

Nada justifica a banalização de um corpo morto no canto do chão do mercado. O lucro do dia compensou? Nojo. — viviendo de noche (@esthergusmao) August 19, 2020

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