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Emater mantém escritório local fechado

Fechado há pouco mais de dois meses, o escritório da Emater em Uberaba ainda não tem data definida...

Paulo Borges
Publicado em 30/11/2012 às 11:30Atualizado em 19/12/2022 às 16:00
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Fechado há pouco mais de dois meses, o escritório da Emater em Uberaba ainda não tem data definida para voltar a atender os pouco mais de 3 mil produtores rurais do município. A empresa está fechada por causa do atraso nos repasses de recursos de responsabilidade da Prefeitura de Uberaba, que, por sua vez, alega que tais repasses não foram feitos devido a irregularidades na forma de prestação de contas de responsabilidade da Emater. Enquanto isso, os produtores que contavam com a assistência da empresa, sobretudo em relação a questões técnicas e obtenção de crédito rural, estão deixando de ser atendidos ou gastando o dobro de tempo para solucionar pendências simples.

Em entrevista concedida à Rádio JM durante o programa Linha Aberta, o coordenador da Emater Uberaba, Gustavo Laterza, se disse confiante em um final rápido e positivo para todos os envolvidos no imbróglio administrativo. Ele lembrou que os serviços foram suspensos em cumprimento a uma cláusula contratual, que determinava que, em caso de inadimplência por parte do município, a Emater poderia suspender as atividades. Assim, como a contrapartida financeira, no valor de R$ 5.513 mensais, não foi repassada, o escritório está de portas fechadas. “Sempre procuramos fazer tudo da melhor forma, com respeito e dedicação. Por isso, temos o reconhecimento da sociedade perante o trabalho desenvolvido. Então, sabemos que a ausência do escritório tem trazido prejuízo ao produto. A Secretaria Municipal de Agricultura alega que tem os extensionistas próprios, mas a demanda por conhecimento e informação aumenta a cada dia, por isso a composição da equipe compatível para atender esse público é fundamental. Cada um tem seu papel, sua importância. Nós temos nossa história, nossa metodologia de trabalho definidas pelas questões das extensões rurais. Ainda assim acreditamos que é necessário integrar esforços para prestar um serviço compatível. Agora, no momento de preparação para a safra, nossa preocupação é ainda maior”, explicou.

Laterza também reforçou que, quando a Emater decide instalar-se em alguma cidade, a prefeitura precisa dar a garantia de que um convênio será estabelecido. “Hoje, nossa Regional atende 24 municípios e apenas Uberaba não está cumprindo com a parte que lhe cabe, que é o repasse de 20% do valor necessário para cobrir as despesas do escritório”, afirmou.

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