Procurado pela reportagem, o proprietário do Frigorífico Boi Bravo, Romeu da Costa Telles, estranha que o vereador Paulo César Soares, o China (SDD), tenha tido acesso antecipado ao documento elaborado pela Vigilância Sanitária. Ele só recebeu o parecer técnico nesta segunda-feira (28) às 15h25. Para o empresário, China está cometendo crime de prevaricação, assim como o servidor público que forneceu o documento. Costa Telles também acredita que os interesses do vereador são financeiros.
“Ele [China] quer me extorquir, assim como fez há 23 anos”, coloca. Ele adianta que já prepara uma ação judicial contra o vereador. Costa Telles também se coloca tranquilo em relação à representação. Segundo ele, o MP tem conhecimento de que o frigorífico se submete às regras da inspeção federal do Mapa.
Competência. Já a promotora Cláudia Alfredo Marques, titular da 14ª Promotoria de Defesa da Saúde, diz que não teve acesso à representação protocolada ontem pelo vereador. No entanto, ela acredita que não será a responsável em apurar os questionamentos colocados pelo parlamentar. Conforme Cláudia, a Promotoria de Saúde é indiretamente ligada à situação que está sedo denunciada na representação. Este assunto, segundo ela, é competência da Promotoria de Justiça do Consumidor e Meio Ambiente, cuja titular é a promotora Claudine Lara Aurélio Bettarello – que também recebeu a representação do vereador.