O setor sucroenergético de Minas Gerais quer aumentar o número de mulheres no quadro de funcionários, com uma busca maior da equidade de gênero. Nessa época do ano, quando as contratações aumentam em função do início da safra de cana-de-açúcar em abril, uma série de campanhas e ações têm sido direcionadas às mulheres, a fim de que se candidatem às vagas.
De acordo com a Supervisora de Recursos Humanos da Agropéu (Agroindustrial Pompéu), Laudeane Castro, a empresa decidiu abraçar a diversidade, quebrar tabus consolidados e mostrar que todas as atividades operacionais da empresa são aplicáveis às mulheres.
“A safra de cana-de-açúcar tem um volume grande de contratação de mão-de- obra e queremos mostrar à comunidade que não existe limitação para as mulheres na empresa. Queremos quebrar paradigmas e abrir a empresa à equidade de gênero”, afirma Laudeane. Segundo ela, a campanha na rede social da empresa (Linkedin, Instagram, Facebook) e internamente, está surtindo efeito, com a contratação já realizada de 40 mulheres.
“Já temos mulheres na área operacional, mas não no parque industrial e agora estamos contratando para a destilaria, tratamento do caldo, fábrica de açúcar. O laboratório vai ser 100% feminino”, comemora Laudeane.
Coruripe
Na Usina Coruripe existe a meta de aumentar para 20% o número de colaboradoras até o final da safra de 2022, estabelecida no início do ano passado. Segundo a coordenadora de irrigação da Usina Coruripe e líder do “comitê da mulher” na empresa, Sandra Maria da Silva, foi idealizado um banco de talentos totalmente direcionado às mulheres, com o objetivo de cumprir a meta. “O foco foi apurar qual o perfil da mulher que trabalha ou quer trabalhar na Coruripe e entender como podemos ajudá-la, também, a potencializar suas habilidades”, explica Sandra.
Sandra explica que além de campanhas para ampliar o número de mulheres na empresa, foi identificada a necessidade de capacitar mais as mulheres que já trabalham na empresa, com a destinação de parte das vagas do programa de bolsa de estudos exclusivamente para “elas”. “Aquela mentalidade de usina que se tinha na década de 1980, como um local de trabalho bruto e que não era lugar de mulher, está dando espaço para um ambiente diverso e incluso”, afirma.
Assim como a Agropéu, a Usina Coruripe integra o movimento global Princípios do Empoderamento das Mulheres, promovido pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global das Nações Unidas. A parceria permite a troca de experiências a respeito das melhores práticas para a igualdade entre os gêneros no ambiente dos negócios.