TJMG não descarta a possibilidade de novo atraso no cronograma de obras do novo Fórum de Uberaba. A informação é da assessoria de comunicação do órgão
Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não descarta a possibilidade de novo atraso no cronograma de obras do novo Fórum de Uberaba. A informação é da assessoria de comunicação do órgão. Após três adiamentos, a previsão era de o empreendimento ser entregue em junho, mas esta perspectiva também pode acabar não se confirmando devido aos problemas enfrentados pela empreiteira responsável pela construção do empreendimento. O TJ diz ter conhecimento de que a obra foi paralisada há quinze dias e que a Engefort Construtora, sediada no Estado de Goiás, passa por um processo de recuperação judicial desde 2012. Segundo consta no processo - cujo objetivo é evitar a falência -, a empreiteira possui um endividamento de aproximadamente R$20 milhões com fornecedores e de R$140 milhões com o setor financeiro. Toda situação gera insegurança para o cumprimento do cronograma, segundo o TJ, cuja previsão era para que obra fosse entregue em junho. Porém, o órgão já estuda alternativas judiciais e extrajudiciais para tomar contra a Engefort para que não haja maiores prejuízos. As medidas podem ser anunciadas em até 30 dias. A obra, estimada em R$32 milhões, tinha prazo de execução de 30 meses, sendo a conclusão prevista para setembro de 2012. Na época da entrega houve o anúncio do primeiro adiamento para novembro, feito a pedido da empresa, devido às adequações no projeto inicial. Em dezembro, a assinatura de um aditivo contratual prorrogou a conclusão das obras para março para finalizar o acabamento do prédio e, logo em seguida, novo adiamento para junho – que pode acabar não sendo cumprido. No mês passado, funcionários contratados pela Engefort cruzaram os braços por falta de pagamento dos salários. O caso chegou ao conhecimento do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Uberaba (Sticmu), que anunciou que iria ajuizar ações coletivas contra a Engefort Construtora. A denúncia da falta de pagamento também chegou ao Ministério Público do Trabalho de Uberlândia – onde a mesma empresa também atrasou o pagamento dos trabalhadores contratados para a obra do novo Fórum daquela cidade. A audiência foi conduzida pelo procurador Eliaquim Queiroz, com a presença dos representantes dos trabalhadores de Uberaba.