Quando perguntaram a Marlene Dietrich se ela sentia medo da morte, a resposta foi incisiva: Não; já perdi tantos amigos
Quando perguntaram a Marlene Dietrich se ela sentia medo da morte, a resposta foi incisiva: “Não; já perdi tantos amigos que hoje me sinto apenas como que atrasada para um encontro”. Assim também nos sentimos a cada vez que perdemos alguém tão caro ao nosso coração, como D. Terezinha Hueb de Menezes.
Ao receber a notícia de seu falecimento nos enchemos de tristeza e já sentimos saudade de sua presença suave e amiga, de voz feita de mansidão, de amor fraterno por todas as criaturas e, ao mesmo tempo, de firmeza e coragem exemplares diante dos muitos desafios que a vida lhe impôs. Estar com D. Terezinha, mesmo que fosse por apenas alguns minutos roubados à sua agenda sempre cheia, era usufruir de momentos inesquecíveis, nos quais tínhamos muito para aprender, fosse do ponto de vista intelectual, fosse do ponto de vista puramente humano.
Por isso choramos sua perda, querida amiga e companheira de sodalíci toda Uberaba chora conosco, num luto que se estende às tantas gerações formadas pela sem hora em seu trabalho generoso que se estendeu por décadas. Choram os fracos e os humildes que a senhora defendeu; chora a Igreja de Cristo que a senhora amou com verdadeira paixã lamentam-se enfim todos que tiveram a felicidade de conhecer D. Terezinha.
Agora, porém, sabemos que a senhora foi ao encontro de seu marido, Professor Murilo, cuja perda a senhora aceitou com resignação cristã, é verdade, mas que lhe deixou marcas de um luto perpétuo no coração. Que a santa de seu mesmo nome, a santa das rosas, venha dar-lhe acolhida, juntamente com a família sagrada de nossa fé católica, e que do céu a senhora continue a guiar sua família terrestre e a todos nós, seus amigos, com a mesma luminosa inspiração; um dia vamos nos encontrar. Requiescat in pace.
(*) Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro