São mais de R$ 719 milhões investidos, que não serão concluídas neste governo
Foto/divulgação
O atual governo de Minas Gerais entregou à comissão de transição de Romeu Zema (Novo) relatórios que mostram que pelo menos 64 obras se encontram paralisadas no momento.
Os empreendimentos tinham previsão de serem entregues neste mandato. São mais de R$ 719 milhões investidos, que não serão concluídas neste governo.
O maior número de obras paradas está ligado a projetos da Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Setop) e do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DEER). Só nesses dois órgãos estão 49 obras não concluídas e R$ 491,3 aplicados nos empreendimentos.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também foi afetada pela interrupção de metas da gestão. Estava prevista a implantação dos hospitais regionais de Divinópolis, Governador Valadares e Teófilo Otoni, que, de acordo com o relatório entregue à comissão de transição, está suspensa. A situação é a mesma para o Banco de Pele e Tecidos Musculoesqueléticos em Lagoa Santa, na região metropolitana de BH, por parte da Hemominas. Os investimentos nesses quatro empreendimentos ultrapassam R$ 213 milhões.
A Secretaria de Estado de Educação (SEE) teve cerca de R$ 6 milhões de investimentos em ações suspensas até o momento. A Secretaria de Esportes viu outros R$ 3,5 milhões não serem usufruídos como o planejado em um projeto de atividades esportivas para 25 mil alunos no contraturno escolar.
Já a Secretaria de Cultura, que tinha o programa Filme em Minas, com o intuito de fomentar e incentivar produções no Estado, não pôde dar prosseguimento à ideia, que teve quase R$ 4 milhões investidos.
Por nota o estado esclarece parte dos problemas. “Minas enfrenta um severo déficit financeiro, decorrente do aumento de despesas pela insuficiência de receita, refletindo em todos os seus órgãos. Dessa forma, o governo decretou situação de calamidade financeira em 2016. A secretaria está se esforçando para honrar os compromissos, manter suas ações e dar os melhores encaminhamentos, com a urgência que o tema requer.”
Informações O Tempo