Apesar de o fenômeno La Niña diminuir a temperatura mundial, os gases do efeito estufa ainda farão de 2021 um dos anos mais quentes da história (Foto/Jairo Chagas)
Pesquisadores britânicos preveem que 2021 será um pouco mais frio que o ano passado em todo o mundo. Apesar disso, ainda será um dos seis anos mais quentes já registrados. E a culpada tem nome: La Niña.
Graças ao fenômeno climático no oceano Pacífico, as temperaturas cairão de forma sutil, mas essa queda não neutralizará o efeito estufa. Os gases causadores continuarão sendo o maior fator de influência no clima global.
Os pesquisadores do Reino Unido acreditam que o mundo ficará cerca de 1ºC mais quente do que na era pré-industrial. As projeções apontam que a temperatura da Terra em 2021 ficará entre 0,91ºC e 1,15ºC acima do que era na época compreendida entre 1850 e 1900.
A La Niña se forma quando fortes ventos sopram águas quentes do Pacífico para longe da América do Sul e em direção às Filipinas. Por consequência, as águas mais frias do fundo do oceano sobem à superfície e reduzem a temperatura.
A expectativa é que o fenômeno provoque queda de 1ºC a 2ºC. Parece pouco e, de fato é, mas já deve ser suficiente para evitar que 2021 tenha novo recorde de alta temperatura.
"É improvável que a temperatura global para 2021 seja a de um ano recorde devido à influência atual da La Niña, mas será muito mais quente do que outros anos anteriores que tiveram o fenômeno, como 2011 e 2000, devido ao aquecimento global", diz Adam Scaife, chefe de previsão de longo alcance no centro de meteorologia do Reino Unido.
O ano mais quente já registrado continua sendo 2016. 2019 e 2020 disputam o segundo lugar. Caso as projeções do Met Office, que é a Organização Meteorológica Mundial, se confirmem, 2021 tomará o sexto lugar no ranking, hoje ocupado por 2018.
*Com informações da revista Época