O consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades, está associado a um aumento progressivo no risco de demência, segundo uma nova pesquisa publicada em periódico científico internacional.
O estudo combinou dados observacionais e análise genética de mais de 559 mil pessoas, com idades entre 56 e 72 anos, e não encontrou evidências de que o consumo moderado tenha efeito protetor para o cérebro.
Os pesquisadores analisaram informações de dois grandes bancos de dados internacionais e identificaram uma relação linear entre predisposição ao consumo de álcool e maior risco de demência. De acordo com os resultados, quanto maior a tendência ao consumo problemático, maior também o risco da doença.
Na prática, o estudo apontou que o aumento do risco de alcoolismo foi acompanhado por elevação na probabilidade de demência, reforçando achados contrários à antiga hipótese de que doses moderadas poderiam ter algum efeito protetor.
Especialistas ouvidos destacam que o álcool já é conhecido por sua toxicidade ao sistema nervoso central e que fatores individuais influenciam a vulnerabilidade ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também reforça que não existe nível seguro de consumo de álcool, substância associada a mais de 200 doenças.