GERAL

Ex-prefeito de Delta é absolvido na operação Sanguessuga

Denúncia do MPF apontou esquema fraudulento em concorrências públicas realizadas na gestão do então prefeito para a compra superfaturada de ambulâncias

Daniela Brito
Publicado em 20/11/2013 às 19:21Atualizado em 19/12/2022 às 10:09
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Ex-prefeito de Delta, Jorge Manoel da Silva vê com alívio a sentença onde foi absolvido de fraude em licitações para compra de ambulâncias em ação penal na Justiça Federal. As acusações são decorrentes da operação Sanguessuga, desencadeada pela Polícia Federal em 2006, que desarticulou uma quadrilha formada por parlamentares, prefeitos e empresários para desviar recursos do Ministério da Saúde. A decisão, proferida pelo juiz Elcio Arruda, da 1ª Vara Federal, também absolveu os servidores municipais Angélica Cristino, Luiz Carlos Brito e Selso Fonseca. “Esta foi uma decisão correta, perfeita”, comemora.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) apontou um esquema fraudulento em concorrências públicas realizadas na gestão do então prefeito, entre os anos de 2003 e 2004, para a compra superfaturada das ambulâncias que foram adquiridas no Mato Grosso. Duas delas teriam sido adquiridas da Planam - empresa envolvida no esquema -, enquanto a outra foi adquirida junto à Class, que seria do mesmo grupo.

Com a sentença favorável, Jorge Manoel diz que está tranquilo, destacando que sempre afirmou ter cumprido todas as exigências legais, à época, para a compra dos três veículos. Ele também diz que foi extremamente prejudicado ao longo dos anos por ser colocado como envolvido no esquema que culminou na operação “Sanguessuga” sendo inclusive denunciado injustamente pelo MPF. Segundo ele, os veículos adquiridos no mandato ainda servem ao município de Delta. “As ambulâncias foram adquiridas dentro da legalidade”, destaca.

A operação “Sanguessuga” apontou uma organização criminosa que teria ocasionado prejuízos da ordem de R$110 milhões aos cofres públicos no país. Parte desse dinheiro seria revertida a servidores públicos, sob a forma de propina, ou a processos de "lavagem de capitais", sendo apropriado pelos envolvidos. O núcleo empresarial da quadrilha era composto por empresários estabelecidos em Cuiabá. O bando manejaria numerosas empresas de fachada e, com elas, participaria de licitações simuladas em todo o Brasil. Vários acusados ainda respondem a ações decorrentes do esquema, enquanto outros já foram condenados na Justiça.

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