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Ex-presidente do Codau protocola denúncia no MP

Hugo e Luiz Antônio Molinar são ex-dirigentes do Codau

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:47
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Reforçando acusações de servidores do Codau sobre falta de manutenção na Estação de Tratamento de Água (ETA), ex-presidente da autarquia Hugo Bichuette protocolou ontem denúncia junto à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, solicitando apuração de possíveis irregularidades no sistema. Já o atual dirigente do Codau, José Luiz Alves, declara que aguardará com tranquilidade o posicionamento do Ministério Público e tem condições de provar a qualidade do serviço prestado.

Na denúncia encaminhada ao MP, Bichuette retrata reportagem publicada no dia 8 de março no Jornal da Manhã, com base em informação de funcionários da companhia, e pede fiscalização da promotoria sobre o tratamento da água realizado no Codau e providências necessárias para garantir a saúde pública.

Em entrevista, o ex-presidente também fez novas acusações sobre o sistema de tratamento de água. Segundo ele, no contato que tem com servidores da autarquia, são recorrentes declarações sobre falta de produtos químicos.

Bichuette também contesta a afirmação do atual presidente sobre a limpeza e substituição dos elementos de filtragem a cada dois anos. Segundo ele, a manutenção deveria ser realizada várias vezes ao ano, programada conforme o período de chuvas e de seca. O ex-presidente também alega que realizava o procedimento, em média, quatro vezes na época.

O engenheiro também argumenta que nenhuma obra estruturante foi realizada pelo Codau na atual gestão e defende que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é projeto da administração Marcos Montes, dentro do programa Água Viva.

Já o atual presidente do Codau rebate que problemas não podem ser resolvidos nas páginas de jornal e convida o engenheiro a visitar a nova estrutura da ETA. Zé Luiz também afirma que irá responder à promotoria e tem dados para comprovar a qualidade do tratamento, pois, além das análises internas do Codau, o trabalho está sendo fiscalizado diariamente pelo laboratório da Secretaria de Estado da Saúde. “Todos os relatórios estão à disposição da imprensa, do Ministério Público e da população. Temos a maior autoridade em tratabilidade de água do Brasil [professor Luiz di Bernardi] acompanhando as operações aqui”, completa.

Também procurado pela equipe de reportagem do JM, o professor Luiz di Bernardi, contratado para dar consultoria no projeto de reforma da ETA, declara que a quantidade de produtos aplicados no tratamento da água está correta e afirma que a limpeza dos elementos filtrantes a cada dois anos é adequada ao perfil da estação.

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