GERAL

Exemplo é a melhor forma de educar as crianças para finanças

É importante reforçar para a criança que há ocasiões especiais para ganhar presentes, como Natal, Dia da Criança e aniversário. E que há diferença entre desejar e precisar

Publicado em 13/10/2013 às 14:14Atualizado em 19/12/2022 às 10:40
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Com apenas dez dias, Nicholas Penteado ganhou sua primeira caderneta de poupança, presente da avó. Hoje, aos nove meses, já tem à sua espera um cofrinho, do qual deverá cuidar por volta dos sete anos de idade, quando conseguirá entender a importância de poupar para alcançar um objetivo.

"É plantando a semente cedo e dando o exemplo que ensinamos a criança a valorizar o dinheiro", diz a mãe, Maria Carolina Sampaio Penteado, 35, produtora de eventos.

Dar o exemplo é mesmo a forma mais eficaz de inserir a educação financeira na vida dos filhos, diz a planejadora financeira Marcia Dessen. "Não adianta os pais dizerem uma coisa e fazerem outra."

Com base nessa ideia, Ana Claudia Leoni, superintendente de educação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), identificou conceitos e hábitos que podem ser assimilados pelas crianças em cada faixa etária (veja quadro abaixo).

Aos quatro anos de idade, por exemplo, a criança já analisa o comportamento familiar, diz a especialista. "É importante, nessa fase, não privilegiar programas que envolvam consumo, como idas ao shopping, porque a criança pode tomar essas atividades como referência de prazer. Reveze esses passeios com atividades culturais e idas a parques", recomenda.

Também é importante reforçar para a criança que há ocasiões especiais para ganhar presentes, como Natal, Dia da Criança e aniversário. E que há diferença entre desejar uma coisa e precisar dela. "Daí a necessidade de dizer não, mostrando ao filho por que ele não precisa de um brinquedo, por exemplo."

Dos cinco aos sete anos, é a fase de introduzir a chamada semanada - em vez da mesada. "A criança tem uma noção de tempo diferente da do adulto. Dar um valor semanalmente vai ajudá-la a ter uma dimensão melhor de como usar o dinheiro, aprender que ele acaba e que é preciso estabelecer prioridades para o uso daquilo", afirma Leoni.

Nessa faixa etária, a criança pode contar também com a ajuda de cofrinhos. E é um bom momento para mostrar ao filho que, se ele abrir mão de comprar um doce hoje, pode reunir dinheiro para, no longo prazo, ter aquele brinquedo que deseja.

A partir dos oito anos, o filho já tem maturidade para definir metas mais audaciosas. "Já pode começar a poupar para comprar um jogo ou fazer uma viagem", diz Leoni.

Endividamento. O endividamento é um tema que também deve ser tratado nessa fase. A dona de casa Gabriela Rodrigues Sant'Anna, 35, explicou neste ano à filha Vitoria, 8, que cartão de crédito é a mesma coisa que dinheiro.

"Antes, quando eu dizia que não tinha dinheiro para comprar algo, ela falava: 'Ah, mãe, passa no cartão'". Outra recomendação é mostrar ao filho a importância de pagar suas dívidas.

Os pais podem emprestar dinheiro para que ele concretize um sonho, mas devem exigir pagamento em parcelas conforme o recebimento da mesada ou semanada.

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