Com produção recorde em nível nacional, o secretário municipal da Agricultura, Danilo Siqueira, prevê que na região o desempenho será também muito positivo
Safra nacional de grãos do período 2012/2013 atingiu recorde de produção. O aumento em todo país foi de 12,1% em relação ao mesmo período no ano anterior e, segundo o secretário municipal de Agricultura, Danilo Siqueira, o Triângulo Mineiro deve seguir a mesma tendência, e a previsão de crescimento na região é de 10% a 12% em relação ao ano anterior.
Uberaba se tornou destaque na agricultura em todo país por conta da produção de grãos, principalmente de soja e do milho. Autoridades ligadas ao setor garantem que o resultado atingido com o Produto Interno Bruto – Uberaba é o primeiro em Minas no PIB do agronegócio e a quarto do país – está atrelado à produção de grãos e também por conta da cana de açúcar.
De acordo com dados divulgados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra de grãos em 2012/2013 em todo país bate o recorde de produção com 186,15 milhões de toneladas, sendo que na anterior (2011/2012) foram 166,20 milhões de toneladas. O aumento se deve, sobretudo, às culturas de soja e milho segunda safra, que apresentam crescimento nas áreas cultivadas de 10,7 e 17,6%, respectivamente.
Na região Sudeste, segundo o levantamento divulgado pela Conab, o Estado de Minas Gerais assume a primeira colocação, em relação aos outros Estados, quanto à área plantada e produção, com três milhões de hectares plantados com grãos e a produção de 11,9 milhões de toneladas. “Com o aumento da expectativa nacional para a safra de grãos, os números do Triângulo Mineiro são diretamente proporcionais, ou seja, nós também temos a expectativa de crescimento da safra de soja e milho entre 10% e 12%. As variáveis que temos na região, como solo, clima e insolação, até agora tudo indica que teremos aumento na produção”, explica Danilo.
Já com relação à área plantada de grãos, segundo Danilo, o espaço de cultivo no Triângulo é dividido entre soja, milho e cana de açúcar, que concorrem entre si, de modo que nenhuma destas culturas ocupa o espaço da outra, e hoje nem mesmo a pastagem degrada, pois é gerada após cultivo, não prejudicando a produção leiteira ou de gado de corte.