Estação Aduaneira do Interior (Eadi) registra quedas nas importações e exportações pelo terceiro mês consecutivo em 2014. A constatação está no balanço divulgado na terça-feira (15) referente a março.
No mês passado foram registradas 314 importações, que totalizaram a movimentação de US$ 59,1 milhões. Quanto às exportações, foram apenas duas realizadas neste período, totalizando a arrecadação de US$ 59 mil. No entanto, os números são inferiores ao contabilizado em fevereiro deste ano, quando foram registradas 331 importações, que totalizaram a movimentação de valores da ordem de US$ 69,6 milhões e nove exportações, totalizando a arrecadação de aproximadamente US$ 454 mil.
Além disso, o balanço apresentado pela Eadi também exibe queda e demonstra movimentação inferior se comparado aos números de janeiro, quando ocorreram 491 importações, que equivaleram a US$ 95,9 milhões, e 16 exportações, que somaram a arrecadação da ordem US$ 564 mil.
No entanto, comparando-se os números do mês de março com o mesmo período, em 2013, houve um incremento de 42,9% nos valores importados e de 8,7% no número de processos de importação. Já com relação à exportação, no mesmo comparativo, houve uma queda de 88% nos valores exportados e de 77% no número de processos de exportação. De acordo com o auditor fiscal em Uberaba, Lourival Mendes Carvalho, a queda nas exportações não é vista com preocupação. Segundo ele, a Eadi está situada em uma região sem nenhuma tradição exportadora de bens manufaturados. “Nossos exportadores regionais são apenas três ou quatro, dessa forma, quando não fecham contratos de exportação no período em referência, dá-se a impressão de que houve uma queda abrupta, mas a realidade não é essa”, explica. O auditor fiscal acredita que no final do ano, o balanço anual das exportações será semelhante aos números obtidos no ano passado. Ele coloca, inclusive, que na primeira quinzena de abril, por exemplo, já houve onze exportações.
Carvalho também coloca que as exportações são fortes no setor do agronegócio - soja, café, milho. Neste contexto, ele explica que esses produtos não transitam pelo porto seco, por tratar-se de granéis. “Ainda não estamos aptos a fazer este trabalho em função do desenvolvimento de sua cadeia logística”, completa.
Quanto às importações, ele explica que as empresas costumam deixar as mercadorias entrepostadas e fazem a declaração de importação somente conforme a demanda. Uma mercadoria é caracterizada entrepostada quando permanece depositada em recinto alfandegário e amparada pelo regime aduaneiro especial.