Para além de serem questões de saúde pública, os transtornos mentais já causam também impactos econômicos no Brasil. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que mostra que a falta de saúde mental reduz em 2,8% o PIB potencial do Brasil, o equivalente a R$ 282 bilhões por ano — valor superior ao PIB anual de diversos estados brasileiros. As perdas econômicas ainda provocam redução de R$ 26 bilhões na arrecadação do governo, o equivalente a 30% dos gastos com educação pelo Governo Federal.
O impacto do adoecimento mental reflete em queda do faturamento, aumento do absenteísmo (faltas ou atrasos de um funcionário), perda de eficiência do trabalho e redução de investimentos. Os impactos são econômicos e sociais. Além da diminuição da atividade econômica e da redução do PIB per capita, há ainda, como consequência, o aprofundamento da pobreza e da desigualdade.
De acordo com a Fiemg, os dados reforçam a ideia de que ações de saúde mental preventiva deixaram de ser apenas uma pauta social e passaram a ser um tema central de competitividade, gestão de riscos e sustentabilidade econômica.
O levantamento realizado pela Fiemg mostra que 20% da população ocupada sofre com algum transtorno mental. Além disso, cada trabalhador afetado perde, em média, 51 dias de vida saudável por ano.
Conforme cálculo da Fiemg, a perda de 2,8% do PIB potencial por problemas de saúde mental representa: R$ 282 bilhões a menos no PIB, 801 mil postos de trabalho perdidos e R$ 165 bilhões a menos na renda das famílias.
Em Minas Gerais, conforme os dados, cerca de 1,1 milhão de trabalhadores mineiros convivem com transtornos mentais.
Segundo o levantamento da Fiemg, a falta de saúde mental em solo mineiro representa:
Fonte: O Tempo.