
Água invade restaurante. (Foto/Reprodução Andrew's Faro via REUTERS)
Fortes chuvas, ventos de até 150 km/h e ondas de até 10 metros atingiram a província de Catânia, na Sicília, sul da Itália, durante a passagem do ciclone Harry entre os dias 19 e 21 de janeiro. Dezenas de famílias precisaram ser evacuadas devido ao risco de inundações e alagamentos em áreas litorâneas.
O prefeito de Catânia, Enrico Trantino, destacou a intensidade do fenômeno: “Há pelo menos 60 anos, na memória recente, nunca houve um mar com esta intensidade, que confrontasse a força da natureza e a fragilidade dos territórios”. Imagens registradas por câmeras de segurança e divulgadas nas redes sociais mostram grandes ondas invadindo ruas e estabelecimentos à beira-mar, incluindo restaurantes, onde mesas e cadeiras foram arrastadas.
Segundo a Defesa Civil, as regiões mais afetadas foram o trecho de Viale Kennedy em La Plaia, Ruggero di Lauria e Artale Alagona em Ognina, além da vila de San Giovanni Li. Apesar da força do ciclone, não houve registro de vítimas ou feridos.
O fenômeno mobilizou 1.480 bombeiros para a Sicília, Sardenha e Calábria, regiões que enfrentaram interrupções no transporte, quedas de árvores e alagamentos. Em Catânia, o rio Simeto atingiu o nível máximo, exigindo a evacuação de moradores próximos às margens.
As autoridades italianas reforçam que, mesmo sem deixar vítimas, o ciclone trouxe destruição ao litoral siciliano, arrastando barreiras de proteção, destroços e grandes quantidades de areia. A tempestade só começou a perder força nas primeiras horas da quarta-feira, 21, por volta das 3h da manhã local (23h de terça-feira no Brasil).
Especialistas recomendam atenção para situações semelhantes e destacam que o fenômeno evidencia os riscos do aumento da intensidade de tempestades no Mediterrâneo, devido a mudanças climáticas e à vulnerabilidade de áreas costeiras.