Reprodução
Falta mão de obra em todas as áreas, como profissionais na panificação e para reposição de mercadorias
Diretor executivo da Associação de Supermercados do Triângulo Mineiro (Assuper), José Albino Pereira de Sousa, alerta que em 2013 foi verificada a falta expressiva de mão de obra, qualificada ou não, para trabalhar em estabelecimentos de Uberaba. Ele revela que, durante todo o ano, são oferecidas vagas para a qualificação nas mais diversas áreas, mas não há procura. Uberaba conta hoje com mais de 350 estabelecimentos e está com vagas abertas para atender o crescimento da demanda no fim de ano.
De acordo com a Assuper, são 300 vagas em aberto nos supermercados da cidade. Em diversos deles, o número de funcionários trabalhando é 30% do total que seria necessário. Sousa lembra que sempre são oferecidos cursos e capacitações aos quais a população deve ficar atenta para a abertura de vagas. Recentemente, foram disponibilizadas, em parceria com o Pronatec do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), 48 vagas para curso de 6 meses de formação para profissionais de açougue, ministrado por professores doutores e especialistas em carne.
No entanto, embora o curso oferecesse conhecimentos de todo o processo de preparo da carne, desde o abate ao processamento e legislação até técnicas de corte, armazenamento, segurança e comercialização, apenas 12 pessoas se interessaram. O diretor conta que foi pessoalmente até escolas de segundo grau para buscar jovens interessados na profissionalização, sem sucesso.
E revela que hoje no mercado um açougueiro profissional ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês.
Segundo o diretor, falta mão de obra em todas as áreas, como profissionais na panificação e para reposição de mercadorias, por exemplo. E nem mesmo o salário tem se tornado um atrativo para o preenchimento das vagas. Atualmente, os salários variam de R$ 850,00 a R$ 4 mil, sendo que a maioria dos funcionários recebe, em média, R$ 2 mil.
“A Assuper tem tentado trazer pessoas de Ponte Alta, Capelinha, Água Comprida, Delta, ou seja, na região, para trabalhar. Há interessados, mas não temos o transporte.
Estamos tentando agendar uma reunião com o prefeito Paulo Piau para discutir essa situação e negociarmos uma forma para que essas pessoas da macro Uberaba possam estar empregadas no setor de comércio varejista e alimentos, tendo horário para chegar e ir embora com tranquilidade. Tentamos buscar até fora. Entramos em contato com a Embaixada do Haiti para buscar aqueles que estão chegando ao Acre legalizados, mas não conseguimos um, porque já estavam sendo direcionados para o Rio Grande do Sul e São Paulo”, afirma.
José Albino de Sousa ressalta que, mesmo assim, o setor não para de crescer e que a carência será ainda maior com a chegada de novas redes de supermercados a Uberaba. Segundo ele, somente para 2014 há projetos para a abertura de pelo menos quatro grandes lojas em Uberaba. “Deverão chegar redes como o Extra, o Barramas e outros três empresários uberabenses, já no segmento, também têm projetos de expansão de suas lojas. Ou seja, no ano que vem, teremos lojas de grande porte no Valim de Melo, na região do Amoroso Costa e na avenida Nossa Senhora do Desterro”, completa o diretor da Assuper.