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Fato ou fake: animais podem prever mudanças no tempo?

O assunto sempre foi amplamente debatido, mas nunca provado cientificamente

Publicado em 31/10/2019 às 18:18Atualizado em 18/12/2022 às 01:33
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Muitos afirmam que as variações climáticas são “previstas” por animais muito antes de serem confirmadas oficialmente pelos meteorologistas. Recente caso está no meio-oeste dos Estados Unidos, onde fazendeiros afirmaram que sabiam da chegada da recente onda de frio extrema que atingiu a região antes mesmo que ela fosse prevista oficialmente.

Uma delas, Deanna Brennecke, afirmou à agência de notícias Reuters que soube dias antes do frio intenso que chegaria ao estado de Iowa devido ao comportamento de seu gado. Ela explicou que os animais estavam comendo muito mais do que o normal e ganhando peso para se manterem aquecidos antes mesmo que as temperaturas caíssem. “Eles estavam se enchendo, e nós sabíamos o porquê”, afirmou Brennecke.

O assunto sempre foi amplamente debatido, mas nunca provado cientificamente. O que se sabe é que os animais reagem a sinais da natureza quando ocorrem mudanças no tempo. Alguns eventos extremos, como os furacões, causam grande queda nas pressões do ar e da água, e muitos animais são capazes de sentir rapidamente essas mudanças. Assim, eles passam a se comportar de modo estranho e chegam a fugir ou se esconder por segurança em alguns casos.

O comportamento também foi observado em grupo de tubarões que estava sendo acompanhado durante tempos extremos, como a tempestade tropical Gabrielle, em 2007. Após a pressão barométrica cair apenas alguns milibares, o que corresponde a uma queda na pressão hidrostática (água), alguns tubarões nadaram para águas mais profundas, onde havia mais proteção para a tempestade.

Pássaros e abelhas também aparentam sensibilidade à queda na pressão barométrica. Quando ela ocorre, os animais buscam instintivamente cobrir seus ninhos e colmeias.

O exemplo mais fascinante de como o reino animal pode estar em sintonia com as mudanças ambientais talvez seja o cricrilar de um grilo. Conhecida como Lei de Dolbear, a relação é escrita pelo físico americano Amos Dolbear em 1897, escrita com Tf=50+(N60-40)/4, onde TF é a temperatura em graus Farenheit e N60 são os “cri-cris” por minuto. A relação entre a temperatura e o “cri-cri” ocorre por um aumento no metabolismo do grilo a sangue frio, que acontece quando a temperatura sobe. O metabolismo acelerado fornece mais energia para contraturas musculares ou, no caso do inseto, para o som do “cri-cri”.

Mas os seres humanos não estão de fora da “previsão”. Algumas reações como dor de cabeça antes de uma tempestade. O sintoma provavelmente ocorre devido a algum tipo de reação à queda da pressão atmosférica, criando diferença entre pressão do ar externa e a do ar de nossos seios da face, o que resulta em dor.

*Com informações Climatempo

 

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