Dois pacientes foram diagnosticados em São Paulo e outros dois em Santa Catarina, onde uma mulher de 77 anos morreu; Ministério da Saúde aponta maior risco em áreas rurais e silvestres

(Foto/Divulgação)
A confirmação de quatro casos de Febre do Nilo Ocidental em São Paulo e Santa Catarina nesta semana acendeu um alerta sobre a circulação da doença no Brasil. Dois dos diagnósticos foram registrados no estado paulista e outros dois em Santa Catarina, onde uma mulher de 77 anos morreu.
De acordo com o Ministério da Saúde, o maior risco de contaminação está em áreas rurais e silvestres, locais frequentados por aves que participam do ciclo de transmissão do vírus.
A doença é causada pelo vírus do Nilo Ocidental e a transmissão ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos infectados. Pessoas que trabalham ou frequentam frequentemente áreas abertas e rurais devem redobrar a atenção.
Entre os grupos que podem ter maior exposição estão agricultores, jardineiros, veterinários, agrônomos, zootecnistas e biólogos que atuam em ambientes rurais ou silvestres.
Em Santa Catarina, dois casos foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde. Uma das pacientes, de 77 anos e moradora de Imbituba, morreu. O outro paciente, de 56 anos, mora em Caçador, recebeu atendimento médico e já teve alta.
Segundo as autoridades de saúde, os dois apresentaram manifestações neurológicas, e uma investigação epidemiológica está em andamento para identificar os possíveis locais de infecção e verificar a circulação do vírus.
Em São Paulo, também foram confirmados dois casos. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, apresentou a doença após uma viagem recente à região amazônica e já se recuperou.
O segundo caso envolve uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos. As autoridades ainda investigam onde ocorreram as infecções.
Na maioria dos casos, a infecção pode apresentar sintomas leves, como febre, náusea, vômitos e dores musculares.
No entanto, alguns pacientes podem desenvolver complicações neurológicas. Por isso, casos suspeitos devem ser avaliados pelos serviços de saúde.
Até o momento, não há vacina utilizada no Brasil para prevenir a Febre do Nilo Ocidental.