Um levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (24) aponta que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil cumprem jornadas superiores a 41 horas semanais.
O número representa cerca de 73,7% dos 50,32 milhões de celetistas registrados no país e indica o grupo que seria diretamente impactado por uma eventual mudança na jornada semanal e no modelo da escala 6x1.
O que está em discussão
A proposta de emenda à Constituição (PEC) em análise no Congresso prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e abre caminho para o fim da escala 6x1, em que o trabalhador atua seis dias seguidos para ter direito a um dia de descanso.
Pelo texto aprovado na Câmara dos Deputados, a redução da jornada será feita de forma gradual, em duas etapas, com prazos que podem chegar a até 14 meses para implementação completa.
Distribuição das jornadas
Segundo o levantamento, os trabalhadores celetistas estão divididos da seguinte forma:
Próximos passos
A proposta segue agora para análise no Senado Federal. Caso seja aprovada sem alterações, poderá ser promulgada. Se sofrer mudanças, retorna à Câmara dos Deputados antes da etapa final de aprovação.