A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode ser considerada disfunção comum na atualidade
Foto/Neto Talmeli
A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode ser considerada uma disfunção comum na atualidade, embora muitas vezes constrangedora. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, ela atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, sendo duas vezes mais comum no sexo feminino.
Segundo a fisioterapeuta Sarah Faker Fakhouri, trata-se de um problema que afeta todas as faixas etárias, mas acomete mais a população idosa e a gravidade varia de indivíduo para indivíduo. “Em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar. Em outros, a vontade de urinar é tão súbita e forte que não dá tempo de chegar a um banheiro”, esclarece a especialista.
Sarah destaca que a incontinência urinária pode ter várias causas e entre as principais estão o comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico; durante a gravidez e em razão do parto; a existência de tumores malignos ou benignos; o desenvolvimento de doenças que comprimem a bexiga; obesidade; quadros pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal, e após alguns tipos de cirurgias ginecológicas.
Entre os fatores de risco para a incontinência urinária estão a idade avançada, ser do sexo feminino, desenvolvimento de obesidade, diabetes melitus e doenças neurológicas, porém a especialista Sarah Faker Fakhouri informa que a fisioterapia tem ganhado grande espaço tanto na prevenção quanto no tratamento de incontinência urinária. “A fisioterapia fortalece os músculos do assoalho pélvico de modo que o períneo fique tão fortalecido que impeça a perda involuntária da urina. A conduta tem como objetivos melhorar a força de contração das fibras musculares do períneo e do assoalho pélvico, reeducar essa musculatura, coordenar a atividade abdominal e promover um rearranjo estático lombopélvico”, ressalta Sarah.
Para isso, a fisioterapeuta esclarece que são utilizados exercícios específicos, aparelhos de eletroestimulação e biofeedback, bem como técnicas que promovem o fortalecimento dos músculos necessários para manter a continência urinária. “Sabe-se que em 85% dos casos a fisioterapia tem apresentado resultados expressivos de melhora da sintomatologia da incontinência urinária, promovendo qualidade de vida para inúmeras mulheres. Por isso, a fisioterapia também pode e deve ser usada de forma preventiva, evitando disfunções neuromusculares”, alerta Sarah Faker.
A especialista reforça, ainda, que a severidade da disfunção, o nível de consciência corporal e cognitiva, a assiduidade nos atendimentos, bem como a perseverança e o comprometimento da paciente com o tratamento, principalmente fora do consultório, são fatores que contribuem de forma decisiva para o sucesso do tratamento.