Pelo menos 17 voluntários entraram em contato com óleo e foram admitidos em um hospital no litoral sul de Pernambuco
Foto/reprodução
A foto de um menino saindo do mar coberto de óleo na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, viralizou mundialmente. Alguns dos principais jornais do mundo, como Clarín (Argentina), New York Times (EUA), SVT Nyheter (Suécia), Hamshahri (Irã) e a Agência France Press (AFP) publicaram a imagem, feita pelo feita pelo fotógrafo Leo Malafaia, da Folha de Pernambuco.
Apesar da proatividade e solidariedade dos voluntários, entrar em contato com as manchas de óleo podem trazer riscos à saúde. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Química de Pernambuco, Sheylane Luz, substâncias presentes no petróleo cru estão entre os compostos mais tóxicos do óleo. A volatilidade do material aumenta o risco de contaminação e por isso, para a especialista, luvas e galochas não são suficientes para a proteção de voluntários.
Além disso, a Marinha do Brasil e o Ministério da Saúde alertaram no Twitter sobre os riscos do contato com o petróleo cru, que já atinge 223 localidades no Nordeste, desde o fim de agosto. A orientação é de que a população não manipule a substância e que evite o máximo de contato com a água do mar e área dos lugares afetados.
Pelo menos 17 voluntários entraram em contato com óleo e foram admitidos em um hospital no litoral sul de Pernambuco. Os pacientes tinham sintomas como vômito, enjoo e erupções na pele. O Conselho Regional de Química de Pernambuco alertou que o contato com as manchas de óleo, mesmo indireto, traz riscos à saúde e pode até mesmo causar câncer. A Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) começou a coletar a água do mar em praias atingidas. As amostras serão enviadas para Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
*Com informações do Estado de Minas