Uma alternativa de negócio está ajudando fruticultores a agregarem valor à produção e evitarem o desperdício
Uma alternativa de negócio está ajudando fruticultores a agregarem valor à produção e evitarem o desperdício. A técnica de desidratação de frutas tem permitido a eles vender o produto por um valor maior, evitar o desperdício causado por más condições de transporte e logística e não jogar fora o excedente da colheita. O quilo da fruta desidratada chega a ser vendido por preço 90 vezes superior ao da fruta in natura.
Embora a versão desidratada perca cerca de 70% do peso, em função da retirada da água, na avaliação dos produtores rurais a atividade compensa. Agricultores de várias partes do país têm recebido consultoria e capacitação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
De acordo com Ênio Queijada, gerente de Agronegócio do Sebrae, além de Bahia e Piauí, há produtores que aprenderam a técnica, com a ajuda da instituição, em Pernambuco e Minas Gerais. Segundo ele, o mercado para as frutas desidratadas ainda é restrito às classes A e B, mas está em crescimento. O gerente de Agronegócio destaca que a fruta separada para a desidratação não é de má qualidade.