Segundo o advogado do jogador, Fábio Gama, com a absolvição, o requerimento para progressão de pena será mantido
Foto/Divulgação Gazeta Online
Bruno cumpre pena em regime fechado desde 2010, após ser condenado pelo homicídio qualificado de Eliza Samúdio e por sequestro e cárcere privado do filho
Goleiro Bruno Fernandes foi absolvido em processo administrativo interno aberto para analisar a denúncia de que ele estaria supostamente em bar na companhia de duas mulheres e com uma lata de cerveja enquanto trabalhava nas obras da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Varginha. A informação é do advogado do jogador, Fábio Gama, ao jornal O Tempo.
Bruno Fernandes teria trocado mensagens de celular com uma das mulheres para marcar o encontro. O caso foi mostrado por emissora de TV no dia 17 de outubro e, segundo Gama, diversas testemunhas foram ouvidas após comissão ser formada para investigar o caso. Entre elas estavam funcionários da Apac, que explicaram sobre o funcionamento da associação. O advogado ainda explicou que vídeos e provas documentais foram apresentadas para a comissão formada por membros da Secretaria de Administração Prisional (Seap).
“Ficou provado que não houve ingestão de bebida alcoólica na ocasião. As mulheres que aparecem no vídeo também não eram garotas de programa e sim fãs, e o local que aparece nas imagens era o próprio espaço de socialização, não um bar. Algumas fãs queriam encontrar com ele e pedir autógrafo. Na Apac é permitido o uso de celular para comunicação com familiares, parentes e advogados. O Bruno usou o celular de um funcionário e somente explicou para a fã como chegar ao local”, explicou o advogado.
Fábio Gama acredita que uma terceira pessoa quis obter vantagem financeira com a divulgação do caso. “Não é a primeira vez que fazem isso com ele. Não posso passar mais detalhes, como valores, porque é um processo que está em investigação. Bruno ficou extremamente indignado com a situação”, revelou.
Com a absolvição, o requerimento para a progressão de pena para o regime semiaberto será mantido pelo advogado. Procurada, a Seap informou que o Conselho Disciplinar do Presídio de Varginha se reuniu para discutir o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em função de supostas faltas cometidas por Bruno Fernandes. A pasta afirma que o resultado é uma decisão administrativa, que será encaminhada à Justiça, a quem cabe a decisão no processo jurídico. Vale lembrar que no dia seguinte à divulgação das imagens, a Justiça suspendeu o direito de trabalho externo de Bruno e negou seu pedido de progressão de pena.
Bruno cumpre pena em regime fechado desde 2010, após ser condenado pelo homicídio qualificado de Eliza Samúdio e por sequestro e cárcere privado do filho. Ele tinha permissão para trabalho concedida pelo poder judiciário e trabalhava nas obras de construção da Apac de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.
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