
Ministra Cármem Lúcia participou do lançamento do mascote e da cerimônia de 30 anos da urna (Foto/Alejandro Zambrana/Secom/TSE)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aproveitou a comemoração dos 30 anos da urna eletrônica, nesta segunda-feira (4/5), para lançar a mascote “Pilili”, uma aposta da justiça em uma linguagem mais leve para se aproximar do eleitor, especialmente os mais jovens, em meio ao ambiente de disputa narrativa sobre o sistema de votação.
O evento, conduzido pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, teve como foco central reforçar a segurança e a confiabilidade das urnas, tema que segue no centro do debate político. “O voto é computado, não tem a mão de outra pessoa. É você, exclusivamente, com a sua escolha”, afirmou.
A criação da mascote, cujo nome é inspirado no som emitido pela urna na confirmação do voto, marca uma tentativa do TSE de traduzir um tema técnico em comunicação mais acessível. Segundo o tribunal, a estratégia ocorre no momento em que a Justiça Eleitoral busca ampliar o engajamento do eleitorado jovem e combater a desinformação sobre o processo eleitoral.
Durante a cerimônia, Cármen Lúcia também fez um chamado direto aos adolescentes presentes, lembrando que jovens a partir de 16 anos podem votar nas próximas eleições. Segundo ela, o gesto reforça o esforço institucional de ampliar a participação eleitoral desde cedo.
Além do simbolismo, o TSE voltou a destacar os pilares do sistema eletrônico — segurança, rapidez e auditabilidade — e a narrativa de que a urna eliminou fraudes comuns no modelo antigo em papel. “Nesses 30 anos, a urna acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra”, disse a ministra.
A celebração também funcionou como vitrine institucional: exposições, vídeos e demonstrações do equipamento foram usados para reforçar a ideia de transparência. Em um cenário de pré-campanha, o recado é claro: mais do que comemorar o passado, o TSE quer blindar o sistema para o próximo ciclo eleitoral.
Fonte: O Tempo