ESCABIOSE

Governo de MG orienta medidas para controle de sarna humana; entenda

Cidade do Centro-Oeste tem registrado casos da doença, transmitida pelo contato direto pele a pele com uma pessoa infectada

Gabriel Rezende/O Tempo
Publicado em 13/01/2026 às 21:32
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Sarna humana (escabiose) é transmitida principalmente por contato direto e prolongado pele a pele com uma pessoa infectada. (Foto/Secretaria de SP/Divulgação)

Os casos de escabiose, conhecida como sarna humana, demanda medidas preventivas em São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Uma reunião está prevista para está quarta-feira (14/1) com autoridades locais para discutir a cenário no município. A situação é confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), que destacou a implementação de medidas preventivas e de controles. 

Entre elas, destavam-se: orientação à população sobre transmissão, prevenção e tratamento; oferta de tratamento conforme protocolos vigentes; e ações educativas e campanhas informativas por mídias institucionais. O tratamento, em alguns casos, pode incluir uso de permetrina tópica e ivermectina. 

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo do Pará chegou a emitir um alerta sobre a possibilidade de aumento de casos da doença, transmitida pelo contato direto com a pele e objetos contaminados. Na época, a pasta chegou a citar uma média de seis pacientes com casos suspeitos por dia. 

Questionada sobre a situação da doença em Minas Gerais, a SES-MG afirmou que a doença “não é de notificação compulsória” e que, por esse motivo, “não há levantamento consolidado do número de casos”. No entanto, explicou que surtos são definidos como “dois ou mais casos com vínculo epidemiológicos” e que “devem ser comunicdados pelos municípios à SES-MG. 

O que é sarna humana

A escabiose (sarna humana) é uma parasitose causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis. O contágio ocorre somente entre humanos, por contato direto com pessoa infectada ou com roupas e objetos contaminados — e, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o contato precisa ser prolongado para que a transmissão ocorra.

Ainda conforme a SBD, a fecundação do ácaro ocorre na superfície da pele. Após o macho morrer, a fêmea penetra na pele e cava um túnel, onde permanece por cerca de 30 dias, depositando ovos. Quando eles eclodem, liberam larvas que retornam à superfície para completar o ciclo, em um processo de maturação que dura 21 dias. A entidade também ressalta que animais como gatos e cachorros não transmitem a sarna humana.

Sintomas e diagnóstico

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o principal sintoma da escabiose é a coceira intensa (prurido), percebida principalmente à noite. As lesões incluem túneis e, nas extremidades, pequenas vesículas, que surgem com maior frequência entre os dedos das mãos, axilas, punhos, auréolas e genitais. A cabeça, segundo a entidade, é geralmente poupada. Também são comuns escoriações na pele, provocadas pela coceira.

A SBD informa que o diagnóstico costuma ser clínico, pela identificação dos túneis e pelas áreas características das lesões. Em alguns casos, como em pacientes idosos ou que já tenham usado corticoides, pode ser necessária a pesquisa do parasita na pele, com coleta de material nas lesões.

Tratamento e prevenção

A SES-MG orienta que o tratamento siga os protocolos clínicos do Ministério da Saúde, com uso de permetrina tópica ou ivermectina oral, conforme avaliação médica. A secretaria também recomenda medidas preventivas como evitar contato direto com pessoas infectadas, higienizar roupas e roupas de cama com água quente, não compartilhar objetos pessoais e buscar atendimento médico ao surgimento de sintomas.

Já a Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca que a prevenção se baseia em evitar contato com pessoas e roupas contaminadas. A entidade também orienta que, ao identificar um paciente com escabiose, todos que tiveram contato direto devem ser examinados e tratados, quando necessário, para interromper a transmissão.

Em situações de surto, a SES-MG recomenda intensificar ações educativas em escolas, creches e instituições coletivas, como forma de ampliar a informação e reforçar medidas de controle.

Fonte: O Tempo

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