A Secretaria de Estado da Fazenda informou que divulgará oficialmente assim que tiver estabelecida a data para quitação do débito
O mês de julho já está no terceiro dia e até agora nenhuma posição oficial do governo do Estado sobre a quitação da terceira parcela do salário dos servidores referente a maio, que deveria ter sido paga por completo na última sexta-feira (29). Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda informou que divulgará oficialmente assim que tiver estabelecida a data para quitação do débito. 8% do funcionalismo recebe parcelado em três vezes, que são os servidores com salário superior a R$ 6 mil.
A situação deixa os servidores preocupados e muitos acionaram a reportagem da Rádio JM em busca de informações. Essa não é a primeira vez que o governo mineiro atrasa o pagamento (já atrasado, uma vez que os servidores costumavam receber até o dia quinto útil), que tem sido, aliás, uma prática constante nos últimos tempos. O escalonamento dos salários começou em fevereiro de 2016.
A quitação dos salários dos servidores dependia exponencialmente do fluxo de caixa e, nos bastidores, o que se sabia é que o governo estadual não tinha todo o dinheiro para o pagamento dos servidores.
Culpados. Durante cerimônia de entrega de ônibus escolares em Sete Lagoas nesta manhã (3), o governador Fernando Pimentel creditou o rombo nas contas do Estado à folha de pagamento dos aposentados e defendeu reforma previdenciária como forma de voltar a ter as contas em dia. O petista ainda criticou pré-candidatos ao Palácio da Liberdade, chamando de demagogia a proposta de cortar cargos comissionados como forma de melhorar as finanças. Segundo o governador, a folha dos aposentados custou R$ 21 bilhões no ano passado, enquanto a arrecadação do estado não ultrapassou R$ 5 bilhões, o que resultaria em orçamento fiscal superavitário. Pimentel sugeriu a criação de um fundo para financiar a Previdência.
*Com informações do Estado de Minas