Repasses começam nesta quinta-feira (17) e seguem até o dia 30, conforme o final do NIS; beneficiários podem movimentar o dinheiro por canais digitais e pontos de atendimento
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal não altera o calendário de pagamentos do Bolsa Família em setembro. Os repasses começam nesta quinta-feira (17) e seguem de forma escalonada até 30 de setembro, conforme o último número do NIS (Número de Identificação Social).
Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e pela Caixa, os beneficiários continuam tendo acesso aos recursos mesmo durante a paralisação. A orientação é priorizar os canais digitais e os pontos de atendimento disponíveis.
Veja o calendário de setembro
A data de pagamento é definida de acordo com o final do NIS:
O calendário oficial do MDS confirma as datas e estabelece que cada final de NIS possui um dia específico para acesso ao benefício.
Quem recebe o benefício pelo Caixa Tem pode movimentar os recursos pelo aplicativo, sem precisar comparecer a uma agência.
Também é possível utilizar o cartão de débito para fazer compras e realizar saques em casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O saque sem cartão nos terminais é permitido para beneficiários que tenham biometria cadastrada previamente.
Os beneficiários também podem consultar informações sobre o pagamento pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem. O MDS informa ainda que o calendário pode ser consultado no site oficial do ministério e nos CRAS.
A paralisação dos funcionários da Caixa ocorre em meio às negociações sobre o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
Na madrugada desta quinta-feira (17), a Caixa apresentou uma nova proposta que prevê, entre outras mudanças, aumento de 6,5% para 9% da folha de pagamento no teto de participação do banco no custeio do plano a partir de 2027.
A proposta será submetida à votação dos empregados em assembleia virtual marcada para segunda-feira (21). A continuidade ou encerramento da paralisação dependerá das decisões tomadas pelos trabalhadores.