Na manhã de hoje vai a júri popular o operador de som acusado de atear fogo na esposa, grávida de seis meses. O julgamento de Clelton Humberto Lucas, 30 anos, começa às 9h30 no Fórum Melo Viana. Na acusação do réu vai estar o promotor Eduardo Pimentel, enquanto o criminalista Odilon Santos atuará na defesa durante a sessão, a ser presidida pelo juiz Habib Felippe Jabour, da 2ª Vara Criminal da comarca de Uberaba.
Clelton responderá pelos crimes de homicídio qualificado e aborto provocado, tendo como vítima sua mulher, Renata Cristina Pontes, que morreu aos 20 anos, após perder o bebê que esperava, abortando aos seis meses de gravidez em razão de ter 65% do corpo queimados.
No tribunal, o advogado terá como tarefa tentar provar a tese de seu cliente, segundo o qual não houve crime, mas sim um acidente de casa, onde Clelton morava com a vítima. Entretanto, a promotoria não tem dúvida que o réu queria matar a esposa, pessoa que Clelton agrediu várias vezes durante os três anos que viveram juntos.
Conforme denúncia que deu origem ao processo, o operador de som ateou fogo na esposa, grávida, durante uma briga na residência do casal, na rua Água-Marinha, 969. Os fatos se deram durante a madrugada de 19 de novembro de 2005, quando o réu teria discutido e agredido a vítima. Na sequência, ele teria jogado álcool na esposa, ateando fogo.
Encerrando a pauta de julgamentos, dia 19, será julgado John Ramos da Silva, que responde como envolvido no assassinato de Valnor Goulart, crime ocorrido em outubro de 2004 em uma oficina da avenida da Saudade.