GERAL

Homossexuais têm menos exigências no processo de adoção, afirma especialista

Advogada Mônica Cecílio Rodrigues afirma que os casais homossexuais não têm uma ideia pré-concebida de criança ideal

Marília Mayer
Publicado em 17/05/2019 às 17:28Atualizado em 17/12/2022 às 20:53
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Com a igualdade de direitos no processo de adoção, número de casais homoafetivos na lista para adoção aumentou nos últimos anos. O Cadastro Nacional da Adoção (CNA) não informa a quantidade, porém, profissionais que atuam na área tem essa percepção.

De acordo com a advogada doutora em processo civil, Monica Cecílio Rodrigues, famílias formadas por homossexuais têm menos exigências em relação ao perfil da criança. 

“Na verdade, às vezes, o casal heterossexual já chega com aquela ideia que quer uma criança clarinha, novinha, sem nenhuma doença, sendo que os nossos filhos, muitas vezes, virão com alguma doença. O casal homossexual chega sem a expectativa da ‘criança perfeita’”, aponta. 

A especialista considera também que é necessário descontruir a ideia de que uma criança adotada por casal gay será homossexual no futuro. 

“A própria pessoa que tem orientação sexual pelo homoafetivo, na maioria das vezes, foi orientada por casal heteroafetivos. O que vale é o aconchego e o carinho que a criança tem que ser recebida no processo de adoção”, analisa Mônica Cecílio. 

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