Antigamente, a instituição financeira com vários terminais de autoatendimento tinha um diferencial e isso atraía clientes. Há muito tempo isso deixou de ser um diferencial e passou apenas a ser custo e ineficiência para os bancos — afirmou um dos executivos envolvidos na negociação.
A ideia de unificar a rede de caixa eletrônico no país ganhou força em 2012, quando a presidente Dilma Rousseff começou um movimento articulado com os bancos oficiais para reduzir o custo financeiro para o cidadão. O primeiro alvo foi o spread bancári a diferença entre quanto custa o dinheiro para o banco e por quanto ele é repassado ao cliente. Depois, a pressão do Palácio do Planalto foi direcionada às tarifas bancárias. Sob fogo cruzado, as instituições financeiras resolveram desengavetar ideias de redução de custo.
No entanto, sofreram pressão dos bancos menores, que travaram discussões dentro da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Por isso, as grandes instituições resolveram negociar sozinhas as bases do acordo fechado recentemente.
Quando os bancos diminuem custos de operação, o cliente pode, em tese, ser beneficiado. É que os gastos fixos dos bancos são repassados aos correntistas na forma de juros maiores. As despesas fazem parte do spread bancário. A queda desse diferencial, no entanto, depende da vontade das instituições de repassar a folga.