GERAL

Incidência do dólar e dos tributos sobre brinquedos pesa no Dia das Crianças

Tributação elevada e recentes altas da moeda americana podem impactar nos preços, mas não devem afastar consumidores

Thassiana Macedo
Publicado em 08/10/2015 às 23:22Atualizado em 16/12/2022 às 21:54
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Para presentear as crianças no dia 12 de outubro, será preciso preparar o bolso e pesquisar muito bem antes de escolher o que comprar. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), entre os itens mais procurados aparecem o videogame, com 72,18% de carga tributária; o tênis importado, com 58,59%, e os binóculos, com 51,71%.

O instituto mostra, ainda, que tributos como PIS/Cofins, ICMS, IPI e Imposto de Importação fazem parte da lista de desejos das crianças, como é o caso dos patins (52,78%), da bicicleta (45,93%) e das roupas (34,67%). Em 2015, a expectativa do setor é de atingir o patamar de vendas do ano passado.

Para Vera Lúcia Alvarenga, proprietária de loja de brinquedos em Uberaba, mesmo comprando produtos fabricados no Brasil, o consumidor não está livre de pagar pelo aumento do dólar ou o tributo por importação, visto que mesmo os brinquedos nacionais possuem peças importadas. “As fábricas brasileiras importam todo o núcleo dos brinquedos. Então, quase todas as lojas, mesmo as de bairro, que atuam com as principais marcas nacionais, acabam trabalhando com importados. Por isso, com o dólar, os preços vêm mudando constantemente, sendo que houve brinquedos que subiram entre 50% e 60%”, afirma.

Vera Lúcia lembra, ainda, que a tributação vem subindo nos últimos dois anos, o que impede os empresários de absorver mais antes de repassar o reajuste de preço ao consumidor. “Para quase todo brinquedo que chega já estamos com o imposto pago em 35% sobre o valor da nota e tem uns que chegam a 45%. Ou seja, toda nota fiscal que recebemos já vem com o preço do brinquedo onerado pelos impostos, os quais pagamos antecipadamente. E não tem como não repassar. No final, quem paga é o consumidor, mas não tem outra maneira, porque senão não tem jeito de trabalhar”, explica.

A tributação elevada e as recentes altas da moeda americana poderão impactar nos preços, mas não devem afastar consumidores. A empresária aposta que o diferencial para atrair a clientela este ano será oferecer um bom atendimento, igualar os preços das grandes redes e melhorar as condições de compra com um parcelamento um pouco maior.

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