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Indústrias de Uberaba sofrem queda de 2,4% no faturamento

Para o presidente da Fiemg regional, Nagib Facury, os próximos meses também serão difíceis para o setor; pesquisa ainda aponta queda no faturamento do Estado de 14,1%

Letícia Morais
Publicado em 27/10/2015 às 09:55Atualizado em 16/12/2022 às 21:36
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Presidente da Fiemg regional, Nagib Facury

A crise já atingiu diversos setores da economia brasileira. No setor industrial não é diferente. No Triângulo Mineiro, o faturamento na indústria apresentou queda de 2,4%, entre janeiro e agosto de 2015, segundo dados da pesquisa Index-Regionais, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Em Uberaba, o setor sofre com o fechamento de empresas tradicionais, além de redução na produção e demissão de funcionários. Não obstante, o presidente da Fiemg regional, Nagib Facury, acredita que os números não estão tão ruins em relação à outras regiões do País. “A nossa indústria não é diferente de qualquer setor industrial do Brasil. Porém, temos dois setores importantíssimos da nossa economia: o químico e o sucroalcooleiro que, neste momento, produz safra”, explicou.

O presidente destaca que o consumo de adubo está em alta, contudo, as perspectivas para os próximos meses não são nada boas. “Não vejo melhora e acredito que 2016 será um ano ruim. Há 47 meses seguidos a indústria vem apresentando números negativos, mas, estamos à procura de um horizonte para saber quando é que voltaremos a crescer”, ressalta o presidente da Fiemg.

Nagib acredita que antes de adotar alternativas que possam minimizar os efeitos da crise é preciso que a economia volte a crescer. “Quando falamos em expectativa, não estamos falando só da indústria, mas da economia do País como um todo. Não adianta nada um ou outro setor crescer e o restante não acompanhar. Queremos que o país volte a acender e acho que falta um plano de governo que mostre de que maneira vamos fazer isso. Fala-se de reajuste, impostos, mas em nenhum momento você vê o Ministro falar em ascensão, acredito que esse seja o nosso grande problema”, pontua.

Fiemg aposta em eventos para movimentar as indústrias regionais

Na tentativa de melhorar as perspectivas do setor industrial, Nagib acredita na importância de eventos como a ExpoCigra/Fiemg, que movimentam a cidade. “As nossas entidades estão ligadas à indústria, aos serviços, por isso, procuramos fomentar eventos para avançar nos negócios. É isso que buscamos fazer neste moment encontrar canais para que os nossos empresários possam sentar – unindo quem quer comprar com quem quer vender-, para que consigamos, efetivamente, fazer a economia girar”, garante Nagib.

Para Nagib, a crise só será superada após o fim da fase crítica instalada na política e economia do País. Segundo ele, a partir dessa superação é que os empresários irão falar sobre investimento, geração de empregos, aumento de consumo e faturamento. “A nossa presidente precisa voltar a governar, os nossos governantes precisam ter consciência de que nós só vamos retomar o investimento no momento em que enxergarmos perspectivas de crescimento”, finaliza.

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