Economista avalia que mais dinheiro deverá circular no mercado, aumentando também a vontade de consumir
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que calcula os preços ao produtor, variou 1,88% em outubro. Em setembro o avanço foi de 0,61% e em outubro de 2014, de 0,02%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 7,88% e, em 12 meses, de 9,83%.
Para a economista e professora Núbia Alves Carvalho Ferreira, o recente reajuste do preço do gás, anunciado em setembro, por exemplo, contribuiu de maneira significativa para o aumento da inflação. “Com a proximidade de eventos como o Natal e o pagamento da primeira parcela do 13º salário, mais dinheiro entrará no mercado e maior será a vontade de consumir. Porém, pelo que se prevê, este ano o Natal será de presentes nacionais e mais baratos”, esclarece.
Um conceito de inflação é a alta contínua e generalizada de preços. Para senti-la, basta pegar R$ 100, ir ao supermercado hoje e comprar determinados itens. Ao voltar daqui 30 dias com os mesmos R$ 100 para comprar os mesmos produtos será possível ver que gastou mais, em razão do reajuste dos preços dos produtos, e esse gasto a mais é o que se chama de inflação. A economista explica que existem vários tipos, mas a base é o que a população consome, como comida, transporte, preço da gasolina, entre outros.
Por isso, a especialista Núbia Alves orienta que, para amenizar os reflexos da inflação no bolso, o consumidor precisa se dedicar à pesquisa de preços e ao controle de gastos, como por exemplo trocando a marca de determinado produto ou comprando frutas e verduras da estação.