Thassiana Macedo
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou inflação de 0,28% na segunda prévia e mostra uma tendência de alta da taxa em relação ao mês anterior. Na segunda prévia de março, a taxa havia sido 0,24%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com o economista Sérgio Martins, a alta foi puxada exclusivamente pelo aumento de preços de materiais e mão de obra para a construção civil. “O aluguel segue o parâmetro do IGP-M, que é composto por três subíndices, que é índice de preço ao atacado, ao consumidor e da construção civil. Esse último índice, especificamente é tido pelo mercado como o que reajusta os alugueis. O que acontece é que ele já está tendo um arrefecimento, quer dizer, ele já esteve pior, quem paga aluguel desde o mês passado pagou com aumento. Agora, ele continua subindo, mas não na mesma intensidade que antes. Houve uma leve variação para baixo, o que significa que pode acontecer um declínio no índice dos aluguéis. Não é que o preço vai cair, só não haverá um aumento tão alto. Ou seja, se ia subir 10, agora vai subir 9”, explica.
A Fundação Getulio Vargas afirma que o subíndice de Custo da Construção subiu de 0,2% na segunda prévia de março para 0,74% na segunda apuração de abril. O custo da mão de obra teve a maior alta, ao passar de 0,07% em março para 0,91% em abril. O subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que mede a variação de preços no atacado, manteve-se em 0,11%. Já o subíndice de Preços ao Consumidor caiu de 0,63% para 0,57% no mesmo período. A segunda prévia de abril foi calculada com base em preços coletados entre os dias 21 de março e 10 deste mês.
Sérgio Martins ressalta que, para quem tem casa para alugar ou que paga aluguel, a variação do índice não provoca grandes mudanças. “Se o contrato é baseado no IGP-M, a recomendação é respeitar o índice, o que tem de ser feito é procurar negociar isso. O ideal é quem paga aluguel negocie com quem tem imóvel para alugar. No entanto, de uma forma geral, a dica para o consumidor enfrentar a inflação é: pesquise os preços, faça comparações e substituições se necessário. Se o preço do tomate está alto, por exemplo, não coma tomate, escolha o pepino ou a cenoura até o preço do tomate cair. Quando as pessoas passarem a diminuir o consumo do que está caro, fatalmente o preço irá cair”, completa o economista.