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Invasões de terras na região preocupam ruralistas

Invasões de terras preocupam o Sindicato Rural de Uberaba. Nos últimos dias estão sendo divulgadas notícias, em nível nacional, de posse ilegal de terras particulares por índios e MST

Geórgia Santos
Publicado em 16/01/2014 às 11:50Atualizado em 19/12/2022 às 09:25
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Jairo Chagas/Arquivo

Várias propriedades privadas da cidade já foram invadidas pelos sem-terra

Invasões de terras preocupam o Sindicato Rural de Uberaba. Nos últimos dias estão sendo divulgadas notícias, em nível nacional, de posse ilegal de terras particulares por índios e até mesmo integrantes do Movimento Sem Terra, que, segundo o presidente do sindicato, Romeu Borges, vêm fazendo pressão, e isto gera grande preocupação à classe, visto que muitas empresas de agronegócio estão desviando o foco de investimento, desistindo de ampliar a produção agrícola, com a compra de novas áreas.

Segundo Romeu, apesar das últimas notícias dessas invasões não envolverem o município de Uberaba, já atingem Uberlândia e Prata. Sem dúvida alguma, Uberaba pode ser o próximo município a enfrentar este problema, que não é novidade, pois já aconteceram invasões em propriedades privadas da cidade. “E isso nos preocupa. Os produtores estão desistindo de ampliar as atividades, pois se investem em um setor, amanhã ou depois podem sofrer uma invasão e perder toda produção para estas pessoas que estão reivindicando terras. E o governo não tem nenhum posicionamento sobre a situação, fica em cima do muro e não resolve o problema”, afirma.

Romeu considera absurdo que fatos como este ainda acontecem em um país que pretende se tornar desenvolvido. Ele entende que o estado democrático de direto está sendo usurpado e o direito de propriedade não é respeitado. “Por isso vejo essas ações com grande preocupação, pois grandes empresas que poderiam investir no segmento, gerando renda e riquezas para o nosso país, ficam acuadas. Não temos segurança jurídica ao direito de propriedade no Brasil”, afirma o presidente do Sindicato Rural.

Para que esta realidade mude, Romeu diz que o governo não deve oferecer apenas terras a estes invasores, mas junto a isto condições de trabalho, linhas de crédito, pois quem quer produzir hoje tem várias formas de se desenvolver, com o arrendamento de terra, por exemplo. Vários produtores adotam essa prática e arrendam a terra para culturas como soja e cana-de-açúcar, e hoje estão em alta produtividade, por meio desta parceria. “Tudo que é de graça o ser humano não dá valor, isto em qualquer setor, mas neste caso é possível perceber que os assentamentos são os pontos menos desenvolvidos. O governo dá a terra, assenta estas pessoas no local, começam as discussões em torno da documentação, mas não oferecem condições de trabalho para estas pessoas que poderiam se tornar um pequeno produtor rural”, afirma Romeu.

  

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