
Wesley Adriano Silva, brasileiro morto na guerra da Ucrânia (Foto/Redes sociais/Reprodução)
Em um momento de múltiplos conflitos simultâneos no mundo, o Ministério das Relações Exteriores emitiu um alerta a brasileiros que cogitam se alistar em exércitos estrangeiros, o que já ocorreu nas guerras da Ucrânia e de Israel, por exemplo. O Itamaraty lembra que, em alguns casos, esses cidadãos podem responder na Justiça brasileira.
O órgão publicou o alerta consular em suas redes sociais nessa quinta-feira (12/2). “Tem sido registrado aumento no número de casos de nacionais brasileiros que perdem suas vidas em tais conflitos”, diz a nota. O Itamaraty também afirma que alguns brasileiros têm enfrentado dificuldade ao tentar desistir dos combates uma vez alistados. “A assistência consular, nesses casos, pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países”.
Desde o início da guerra na Ucrânia, pelo menos 22 brasileiros morreram em combate. Neste mês, um voluntário das forças armadas tornou-se mais uma vítima. O paraense teria sido atingido por fogo de artilharia.
O ministério lembra que o governo nacional não tem obrigação legal de custear passagens para os cidadãos retornarem do exterior. Os brasileiros alistados em forças estrangeiras podem, ainda, responder judicialmente perante tribunais internacionais e no próprio Brasil, caso descumpram tratados ou convenções das quais o país faça parte. “Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, arremata o texto.
Fonte: O Tempo