Doença inexplicada em um participante fez com que a Johnson & Johnson's suspendesse o estudo com a vacina desenvolvida contra a Covid-19. Documento enviado a pesquisadores que executam o ensaio clínico com 60 mil pacientes determina o cumprimento de "pausa regulamentar". Em comunicado oficial, a Johnson & Johnson’s ressalta que “eventos adversos - doenças, acidentes etc - mesmo aqueles graves, são uma parte esperada de qualquer estudo clínico, especialmente grandes estudos”. O sistema online usado para inscrever pacientes no estudo foi fechado. Além disso, o conselho de monitoramento de dados e segurança foi convocado. Trata-se de órgão independente que zela pela segurança dos pacientes no ensaio clínico. A Johnson & Johnson's explica que a doença do paciente está sendo "analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados independente ENSEMBLE (DSMB), bem como por nossos médicos clínicos e de segurança internos". A emrpesa não revelou dados sobre o paciente nem sobre a doença desenvolvida, manifestando que a privacidade dele deve ser respeitada sobretudo por a doença desenvolvida ainda estar em estudo. A VACINA Sob o nome oficial de Ad26.COV2.S, a imunização foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, que pertence ao grupo J&J. A Ad26.COV2.S foi a quarta a obter autorização de testes de fase 3 no Brasil, ocorrida em agosto. Em setembro, a empresa anunciou que começaria a terceira etapa em todo o mundo, com 60 mil voluntários. No Brasil, segundo a Anvisa, são 7 mil participantes. Em 29 de setembro, resultados preliminares e parciais apontaram que a vacina era segura e induzia resposta imune mesmo após uma única aplicação. Esta não é a primeira vez que uma vacina contra a Covid-19 é suspensa. No fim de setembro, os testes da vacina desenvolvida em conjunto pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca foram suspensos temporariamente após um dos voluntários no Reino Unido apresentar reação adversa que podia estar vinculada à vacina. Seis dias depois da interrupção os testes da vacina de Oxford foram retomados. Segundo comunicado da AstraZeneca, a suspensão ocorreu para revisar os dados de segurança por comitês independentes.