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Julgamento de assassinos do lava-jato surpreende e vara madrugada

Tribunal do Júri iniciado na manhã de ontem, que julgou os três acusados do chamado “crime do lava-jato”, varou a madrugada desta quinta-feira no Fórum Melo Viana

Daniela Brito
Publicado em 11/04/2013 às 00:17Atualizado em 19/12/2022 às 13:42
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Tribunal do Júri iniciado na manhã de ontem, que julgou os três acusados do chamado “crime do lava-jato”, varou a madrugada desta quinta-feira no Fórum Melo Viana. Gildo Ribeiro do Nascimento, vulgo “Zoi”, Rafael Miani dos Santos e Victor Dagrava Vieira foram submetidos ao júri popular pelo assassinato de Tiago Augusto Borges. O crime ocorreu em um lava-jato no dia 18 de junho de 2010, no Jardim Induberaba.   O julgamento começou sob um forte esquema policial. Familiares dos réus e da vítima marcaram presença no salão do júri, assim como inúmeros estudantes de Direito. Ao longo do dia, várias testemunhas e de defesa foram ouvidas e somente por volta de 18h os acusados começaram a prestar depoimento. A reviravolta ocorreu durante o depoimento do segundo acusado, Rafael Miani dos Santos. Ele assumiu a autoria do crime. Declarou ainda que os demais acusados não tiveram nenhum envolvimento no assassinato de Tiago Augusto. Segundo ele, a vítima foi morta por vingança, pois sempre o agredia. Rafael ainda declarou que foi auxiliado por outro comparsa, de nome de Beagá, o qual também informou não saber o paradeiro. As declarações surpreenderam todos que acompanhavam o julgamento.   No fechamento desta edição, o promotor Henry Vasconcelos, que atuou no julgamento do ex-goleiro Bruno, iria dar início à acusação. Ele teria duas horas e meia de tempo para expor suas razões para a condenação dos acusados. Em seguida, seria a vez dos advogados de defesa – que teriam o mesmo tempo para tentar derrubar a tese do promotor de Justiça. Ainda estavam previstas a réplica e a tréplica por parte da acusação e defesa. A expectativa era de o julgamento terminar por volta de 4h da manhã desta quinta-feira.   Ainda durante o júri popular, uma testemunha acabou não sendo dispensada pelo juiz-presidente, Fabiano Garcia Veronês, a pedido do Ministério Público, sob argumento de que teria cometido perjúrio.

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