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Júri condena mais um por matar comparsa que desobedeceu o PCC

Tribunal do Júri condenou ontem Cristiano José da Silva, vulgo Bitoca, pelo homicídio de Rones dos Santos Cândido, ocorrido em janeiro de 2011. A pauta pertence à 3ª Vara Criminal

Daniela Brito
Publicado em 08/10/2014 às 21:22Atualizado em 17/12/2022 às 03:20
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Tribunal do Júri condenou ontem Cristiano José da Silva, vulgo Bitoca,  pelo homicídio de Rones dos Santos Cândido, ocorrido em janeiro de 2011. A pauta pertence à 3ª Vara Criminal. Ano passado, Jhesper Alexandre Teixeira e Maurílio Moreira Oliveira foram condenados a catorze anos de prisão, cada um, também em júri popular, pelo crime.

De acordo com a denúncia, a vítima foi perseguida pelo bairro Residencial 2000, sendo dominada e colocada amarrada no porta-malas de um veículo. Ao chegarem a uma comunidade rural localizada na rodovia MG-190, os três acusados agrediram Rones com uma corda e o enforcaram, provocando-lhe a morte por asfixia. Em seguida, eles abriram uma vala em lugar ermo da mata e ocultaram o cadáver. Os três réus são suspeitos de integrarem a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, o crime teria sido motivado pelo fato de a vítima não ter atendido às determinações para que executasse policiais militares a pedido da facção.

Todo o julgamento foi presidido por Adelson Soares de Oliveira, juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal. O réu foi defendido por Carlos Alberto da Silva que utilizou como estratégia a negativa de autoria e participação de menor potencial, conforme prevê o artigo 29 do Código Penal. Já a acusação foi desempenhada pelo promotor Roberto Pinheiro da Silva Freire que insistiu na tese de que o réu era do PCC e que o crime seria decorrente de uma desobediência às ordens da facção criminosa.

O Conselho de Sentença acatou a tese da acusação e condenou o réu pelo crime de homicídio qualificado. A sentença, arbitrada pelo juiz, foi de treze anos e dez dias de prisão em regime fechado. Ele já estava preso há dois anos e sete meses.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o advogado afirmou que não há nenhuma confirmação da participação do seu cliente no crime de homicídio e que pretende conversar com ele para avaliar se recorre ou não da decisão.

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