Adélio Bispo de Oliveira está preso desde 6 de setembro de 2018 depois de golpear o então candidato à presidência Jair Bolsonaro durante campanha em Juiz de Fora (MG)
Foto/Divulgação
Adélio Bispo de Oliveira foi preso na tarde de 6 de setembro, logo após esfaquear o então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), que fazia campanha eleitoral em Juiz de Fora
Decisão da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora considerou Adélio Bispo de Oliveira, acusado de esfaquear o presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante campanha eleitoral, como inimputável. Nesse sentido, ele não poderá ser punido criminalmente pelo fato. A decisão se deu no âmbito de incidente de insanidade mental do acusado. No mesmo despacho, o juiz mantém Adélio em presídio federal até o julgamento da ação penal que envolve o atentado. Após a sentença, o juiz poderá determinar a transferência para um hospital psiquiátrico.
Os autos do incidente de insanidade mental foram concluídos no dia 20 e decididos no dia 24, segundo a Justiça Federal mineira. O magistrado levou em consideração laudos e pareceres técnicos e assistentes técnicos. No seu entendimento, “descrevendo minuciosamente o histórico pessoal, a doença diagnosticada, suas características e sintomas identificados no periciado, os profissionais convergiram em vários dos pontos abordados”.
O juiz federal ainda determinou a permanência de Adélio Bispo no presídio federal até o julgamento da ação penal. Isso porque houve manifestação favorável do psiquiatra assistente técnico da defesa de que o estabelecimento prisional onde ele se encontra possui condições adequadas para a realização do tratamento necessário para a patologia do réu, determinando, na sequência, a retomada do curso da ação penal.
Atualmente, os autos encontram-se com vista para o Ministério Público Federal. Na sequência, serão intimados o assistente da acusação e a defesa de Adélio Bispo de Oliveira.
*Com informações do Estadão
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