GERAL

Justiça mantém comerciante preso por acusação de tráfico de cocaína

Os mais de 100 quilos de cocaína estavam escondidos no interior dos pneus de caminhão

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:34
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Justiça volta a negar liberdade para comerciante uberabense preso em flagrante de 104 quilos de pasta de cocaína escondidos nos pneus de caminhão do Mato Grosso. Edmar Batista da Costa, 46 anos, deve permanecer na penitenciária de Uberaba até ordem contrária.

A negativa é do juiz titular da 1ª Vara Criminal de Uberaba, Ricardo Cavalcante Motta, mantendo assim o mesmo entendimento de seu colega Wagner Guerreiro, autor do primeiro indeferimento. Se inicialmente a Defensoria Pública pediu liberdade provisória para Edmar e outros elementos presos na mesma oportunidade, desta vez foi negado pedido de relaxamento de prisão alternativo com liberdade provisória, desta vez feito pelo advogado Júlio Cesar Fonseca.

O juiz Motta optou por avaliar as alegações após a conclusão do inquérito ainda em andamento na Polícia Federal de Uberaba. Por sua vez, o advogado de Edmar defendeu tese segundo a qual seu cliente não se encontrava em estado de flagrância pelo simples fato de estar na borracharia no momento em que a polícia chegou, encontrando a cocaína nos pneus que estavam sendo desmontados no estabelecimento. Após afirmar que a Polícia Federal liberou outras duas pessoas que lá estavam – Willian e Edílson –, o advogado tacha o ocorrido como de extrema importância.

O profissional diz não entender que critério a PF usou para prender alguns e liberar outros, quando todos estavam dentro da borracharia no flagrante do dia 4 deste mês na borracharia da avenida Djalma Castro Alves. Naquela oportunidade também foram presos Carlos Alberto Ferreira, o “Bochecha”; Lucas Henrique da Silva, Edmilson Ferreira da Silva e Ênio Martins Fernandes.

Conforme este último, motorista do caminhão que transportou a cocaína até Uberaba, a droga teria Edmar como destinatário. Por sua vez, Edmar é o único dos cinco presos que optou pelo silêncio quando do flagrante na Polícia Federal, razão pela qual não se conhece a versão do mesmo para os fatos.

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