GERAL

Legista investiga se morte de bebê foi por estrangulamento

A criança, que completou um ano no dia 7 deste mês, morreu no início da noite de sexta-feira, na fazenda Retiro das Aroeiras

Gislene Martins
gislene@jmonline.com.br
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:39
Compartilhar

Mistério na morte de bebê uberabense de apenas um ano de idade.  O menino  Yan Bruno de Oliveira Alves pode ter sido sufocado ou estrangulado dentro da casa onde morava com os pais e um irmão, de 12 anos, na zona rural de Uberaba.

A criança, que completou um ano no dia 7 deste mês, morreu no início da noite de sexta-feira (15),  numa casa humilde da fazenda Retiro das Aroeiras, às margens da BR-262, proximidades da Capelinha do Barreiro.

Conforme consta no atestado de óbito do bebê, enterrado em Uberaba, Yan morreu por asfixia de origem indeterminada.

Na tarde de ontem, a reportagem do Jornal da Manhã esteve na fazenda, onde conversou com os pais da criança, o vaqueiro Carlos Eduardo Alves, 38 anos, e a dona-de-casa Luciana Oliveira, 33.  O casal, que há cinco meses mora e trabalha na propriedade rural, não sabe explicar o que provocou a morte do filho, que era um garoto saudável, inclusive gorduchinho, conforme fotografias exibidas por eles.

Afirmando ter total interesse em apurar a razão da morte da criança, os pais nada souberam precisar quanto ao que ocorria no interior da residência enquanto eles  trabalhavam do lado de fora da casa, na lida diária da fazenda, que vai até 17h30, diariamente.  Naquele dia, a rotina era a mesma. Eles trabalhavam e garantiram que no interior da moradia o bebê dormia no quarto do casal, enquanto o filho de Luciana, de 12 anos, estaria na sala, jogando videogame.

Foi a própria Luciana que percebeu a tragédia, ao fim do dia de serviço, encontrando o bebê desfalecido assim que entrou no quarto. Embora tenha declarado ao JM que o filho aparentava estar morto no momento em que ela chegou ao quarto, o Hospital Escola informou, por sua assessoria de imprensa, que a criança deu entrada às 19h54, com óbito às 20h30.

Mas, conforme relato feito ontem por Luciana à reportagem, por volta de 17h, encontrou seu filho Yan inerte sobre a cama, com o corpo frio e lábios sem cor. Imediatamente, ela telefonou para o patrão, que é médico.

Alexandre Furiate, por sua vez, se deslocou até a fazenda, saindo imediatamente com a criança rumo a Uberaba. Simultaneamente, acionou ambulância do Samu, que seguiu rumo à propriedade. Os dois veículos se encontraram na altura do Jardim Copacabana, na BR-262, quando a criança foi transferida para a ambulância.

Quanto ao atendimento dado pela equipe médica do Samu, nada foi divulgado, sendo certo que a criança foi levada na ambulância até o Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da UFTM.

Foi na unidade hospitalar que surgiram questionamentos com suspeitas de maus-tratos, inclusive sinal de esganadura no pescoço da criança. Entretanto, não há nada que possa ser afirmado quanto ao que provocou a morte por asfixia enquanto não for divulgado o  resultado de exames oficiais, que estão sendo feitos por peritos, entre eles o médico-legista Romeu Norte Pereira.

Ontem, a reportagem tentou ouvir o legista, mas seu celular apresentava sinal de desligado ou fora de área.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por