O Fórum JM desta semana abriu espaço para discussão acerca das políticas de combate a esse tipo de agressão, cada vez mais exposta em na sociedade
Sempre alvo de muitas discussões, o bullying esteve no foco do Fórum JM durante esta semana. Em pauta, o debate sobre as políticas de combate à essa agressão, cada vez mais notória na mídia e nas ações públicas. Como saldo, o fórum concluiu que essas situações sempre ocorrem, porém, todos devem colaborar para que não se transforme em um caso judicial.
Ana Paula Lacerda Ribeiro, moradora do bairro de Lourdes, acredita que não há necessidade de expor esses casos, que geram ainda mais repercussão ao assunto. “Não vejo necessidade de ir na mídia porque foi chamado de gordo, magrelo, negro ou gay. Gente, se a pessoa é mesmo, qual a ofensa? É sim falta de respeito, mas não caso de justiça”, ponderou.
Segundo ela, o foco deve ser em questões mais importantes, como a segurança no País, que é precária. “Acho que deve focar em casos mais graves como roubo, mortes e corrupção. Não sou preconceituosa, mas digo isso porque na minha época de adolescente já existia esse tipo de situação”, conta a leitora do JM Online.
Já Beraldo Dabés Filho, morador do Beija Flor I afirma, que o bullying, englobado ao preconceito, a discriminação, segregação e xenofobia sempre existiu e nunca terá fim. “Na infância e adolescência é praticado abertamente, principalmente no ambiente escolar, onde negros, pobres, gordinhos, "deficientes" e "feinhos", são literalmente atacados, sem que nada seja feito. Quando muito, os praticantes são advertidos verbalmente, pais reclamam, são chamados à escola, e acaba ficando tudo do mesmo jeito, ou seja, acaba "em pizza"”, lamentou.
Para ele, o problema continua na idade adulta, adequada às devidas proporções. “Esse fenômeno continua de forma mais velada e sutil. De forma geral, desta vez, é feita em ambientes profissionais e sociais. Pouquíssimos casos bem comprovados podem gerar penalidades legais e até indenizações”, acredita Beraldo.