Presidente da Unje, Helder Evangelista nega acusações de que não teria legitimidade de confeccionar carteiras de estudantes em Uberaba
Presidente da União Nacional dos Jovens Estudantes (Unje), Helder da Cunha Evangelista, nega as acusações de que não teria legitimidade de confeccionar carteiras de estudantes em Uberaba. Segundo ele, a entidade estudantil, com sede em Sorocaba (SP), está legalmente constituída. De acordo com ele, a Unje possui inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Física (CNPJ) e estatuto social devidamente registrado no Cartório de Registro Civil. “Estamos totalmente regularizados. Não há nada que impeça nosso trabalho de oferecer as carteiras de estudantes em Uberaba”, diz. Conforme o líder estudantil, a denúncia foi feita pelo presidente da União dos Jovens e Estudantes do Brasil (UJE), José Tiago de Castro, com quem possui diversas divergências políticas pelo fato de já ter sido membro da entidade e por ter sido candidato a vereador nas eleições passadas pelo PT. “Ele [José Tiago] tinha me avisado que nunca mais eu iria disputar um pleito eleitoral em Uberaba, pois eu era secretário municipal na UJE e saí de lá por divergências políticas”, disse. Ainda segundo ele, toda perseguição pode estar relacionada ao valor cobrado pela carteira de estudante. O documento custa R$5, enquanto o valor da confeccionada por José Tiago é R$15. Em consequência das acusações, feitas com grande intensidade através das redes sociais, o presidente da Unje diz que vem sendo perseguido na cidade. Recentemente, ele foi abordado por militares após realizar visita a uma escola estadual. “Eu tive que apresentar todos os documentos da entidade para comprovar que não sou um estelionatário”, afirma. Evangelista também registrou um boletim de ocorrência por calúnia e difamação contra o autor da denúncia e ainda procurou o Ministério Público. “Tive que tomar estas precauções para resguardar o meu nome e preservar a entidade que presido”, informa. Ele ainda destaca a importância do documento. Com a carteira de estudante, os portadores têm acesso à cultura, por permitir a meia-entrada em diversos eventos culturais, como shows, cinemas e peças de teatro. “O que estamos fazendo é um trabalho social”, completa.