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Liminar determina desocupação do prédio da UFTM, mas alunos voltam

Justiça Federal deferiu pedido de liminar para retirar os manifestantes do interior do Centro Educacional da UFTM. A medida foi cumprida logo pela manhã desta sexta-feira

Daniela Brito
Publicado em 08/02/2014 às 01:06Atualizado em 19/12/2022 às 09:07
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Justiça Federal deferiu pedido de liminar para retirar os manifestantes do interior do Centro Educacional da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A medida foi cumprida logo pela manhã desta sexta-feira. Não houve confronto.

A liminar é decorrente de ação de reintegração de posse ajuizada pela instituição contra os alunos de Psicologia que desde a última segunda-feira (3) ocupavam o prédio em manifesto contra a falta de professores. No pedido, a instituição coloca que não foi possível a solução pacífica do conflito, embora houvesse o esforço dos dirigentes. Também cita que os invasores passaram a radicalizar, destruindo carteira, pintando paredes, além de impedirem a entrada de outros alunos e professores ao local, o que impossibilita o prosseguimento das aulas.

A decisão, assinada pela juíza federal Cláudia Aparecida Salge, proferida na noite de quinta-feira, coloca que as reivindicações dos alunos são justas, mas “existem também os meios adequados e civilizados para obter resposta” da UFTM, “não podendo se admitir a quebradeira e a violência como modalidade de protesto, sob pena de se colocar em risco a ordem pública”. Com esta justificativa, ela determinou a desocupação imediata do prédio, sob pena de auxílio de força policial, se necessário, e de imposição de multa, no valor de R$100 por dia de atraso, para cada um dos invasores.

A decisão liminar foi cumprida na manhã de ontem por um oficial de Justiça. Conforme a delegada-chefe da Polícia Federal, Karen Cristina Dunder, os manifestantes receberam o oficial com tranquilidade, retiraram os colchões de dentro do prédio e dispersaram os manifestantes. “Os alunos saíram espontaneamente e só permaneceram aqueles que teriam acesso às salas de aula”, informa.

No entanto, à tarde, os colchões foram recolocados no prédio, embora nenhum aluno tenha retornado para ocupar o prédio. Para a delegada, se houver descumprimento da ordem judicial, existe a aplicação da multa individual e a possibilidade de uso de força policial para a desocupação do prédio. Ela também informa que houve a abertura de inquérito para apurar os danos causados no patrimônio público, visto que os manifestantes picharam o prédio e quebraram várias carteiras.

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