Em nota encaminhada ao Jornal da Manhã, a diretoria afirma que a impugnação da chapa opositora ocorreu por não estar de acordo com as exigências estatutárias
Jairo Chagas
O engenheiro civil Paulo César Pereira encabeça a chapa “Compromisso”, apoiada pela atual diretoria do IEA-TM
Atual diretoria do Instituto de Engenharia e Arquitetura do Triângulo Mineiro (IEA-TM) foi surpreendida pela suspensão da eleição, por meio de medida judicial expedida a pedido da chapa de oposição, encabeçada pelo engenheiro Mário Abdão Amui Junior, na Justiça. Em nota encaminhada à redação do Jornal da Manhã, a diretoria, presidida pelo engenheiro Eurípedes Fernandes Souto, coloca que a impugnação da chapa opositora ocorreu por não estar de acordo com as exigências estatutárias. Esclarece ainda que, “em nenhum momento” o estatuto condiciona ou exige a prestação de contas como requisito para a realização das eleições. “A situação fica mais grave quando o próprio candidato da oposição, ex-presidente da entidade, não fez a prestação de contas quando encerrou seus mandatos”.
Para a atual diretoria, outro fato que surpreende é que a chapa liderada por Mário Abdão buscou caminho diferente ao estabelecido no estatuto, “já que ele próprio é desatento com as exigências desse normativo pois fecha os olhos por situações muito mais graves e que levaram, inclusive, à impugnação da chapa”. Segundo o texto, dos 23 candidatos da chapa de oposição, 12 são inabilitados para a disputa porque são inadimplentes com as contribuições mensais, “condição que os impede não apenas de se candidatarem, mas também de participar de atividades” do IEA-TM. Além disso, entre os inadimplentes, conforme a nota, está o próprio cabeça de chapa, Mário Abdão.
A diretoria também explica que o atual presidente não é candidato a reeleição, mas apoia o engenheiro civil Paulo Cesar Pereira, cabeça da chapa “Compromisso”.
A nota também garante que para reestabelecer a normalidade do processo de sucessão, a assessoria jurídica da entidade pretende, nos próximos dias, apresentar defesa nos autos da ação de anulação de assembleia que culminou na liminar que cancelou a eleição prevista para segunda-feira passada, “inclusive apresentando os reais motivos da não aceitação da chapa de oposição, os quais foram esquecidos”, quando a ação foi proposta na Justiça.