Mãe de um detento, G.S.A. reclama da conduta administrativa da direção da Penitenciária Aloísio Ignácio de Oliveira. Ela revela que o filho, Elberto José de Aguiar, está sendo impedido de realizar atividades que lhe são asseguradas perante lei. Uma delas, segundo a mulher, é estudar. G. revela que o filho se inscreveu para o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). Porém, não foi permitido que ele assistisse às aulas. Outra situação revelada pela mãe é quanto a realização de perícia médica visto que o detento recebe auxílio-doença. “A consulta foi reagendada para mês que vem. Até lá, o pagamento ficará suspenso”, afirma. Além disso, o detento foi impedido de ir ao velório da avó, que faleceu no primeiro domingo de agosto. O diretor da Penitenciária de Uberaba, Itamar da Silva Rodrigues Júnior, rebate todos os questionamentos da genitora do detento. De acordo com ele, existe uma escola que funciona dentro da instituição que oferece 200 vagas. O número, segundo o diretor, não é suficiente para atender a demanda. “Não há vagas. Nós estamos tentando ampliar o número, mas hoje, não é possível atender a todos”, explica o diretor garantindo que vem batalhando para o aumento das vagas. Quanto a perícia médica a qual o presidiário foi impedido de comparecer, Itamar explica que a ausência foi justificada junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) – que já remarcou novo horário. Conforme esclarece, muitas vezes é necessário realizar este procedimento devido às inúmeras escoltas judiciais que não podem ser adiadas. Já a dificuldade em levá-lo ao enterro da avó, ele informa que a legislação garante o direito de acompanhar velórios e enterros somente para parentes de primeiro grau – o que não é o caso do detento. Mas, ele diz que sempre que possível libera o presidiário desde que haja equipe para escoltá-lo.